Wohirr: All Hail the Crown

WOHIRR: ALL HAIL THE CROWN
Uma alucinante aventura SPIN OFF do incrível universo de Wohirr!

“A lição é a seguinte: nunca desista, nunca, nunca, nunca. Em nada. Grande ou pequeno, importante ou não. Nunca desista. Nunca se renda à força, nunca se renda ao poder aparentemente esmagador do inimigo.” Winston Churchill, Primeiro-Ministro do Reino Unido durante o período da Segunda Guerra Mundial

Afie sua espada, carregue suas armas e prepare suas magias aventureiros! Pois vocês estão sendo convidados a participar de uma aventura moderna dentro do território do “Novo” Reino Unido, onde a tecnologia e o fantástico coexistem, onde mesmo que existam demônios e seres fantásticos, talvez a sua maior ameaça ainda seja soldados armados com armas de fogo ou pilotando mechas :ikillu:

Enredo

O mundo antes conhecido por nós foi destruído… As grandes nações que comandavam o mundo, como Estados Unidos, China, Rússia e Alemanha, por exemplo, foram completamente erradicadas da Terra pelos seus erros e sua existência apenas se mantêm na mente de alguns historiadores… Pode existir controvérsias humanitárias em relação a atitude de fechar o parlamento e criado um governo militar provisório no Reino Unido, mas foi graças a esse atentado a constituição do País, que eles conseguiram criar as contramedidas necessárias para se protegerem e se isolarem do mundo, enquanto o mesmo caia em anarquia…

Vários séculos se passaram, e o ano atualmente é 3.891… O Reino Unido se adaptou as novas condições do mundo, e a tecnologia remanescente foi adaptada com os poucos recursos que eles possuiam, levando o país a uma era “SteamPunk”. O governo atuante, uma Monarquia Constitucional controla e protege seus cidadões com força e truculência, enquanto o crime aumenta exponencialmente nas regiões mais pobres e populosas do país, em paralelo a isso, existe ainda reflexo da guerra contra os primeiros magos no país, com conjuradores corruptos e portais que trazem criaturas corruptas de outros planos… Androids são mal visto devido ao assassinato de um antigo líder popular da Coroa, morto por um deles, enquanto elfos e fadas, as únicas criaturas que existem além dos humanos, vivem sob grande preconceito e pouca liberdade de expressão!

Neste turbilhão de caos, aqui você se encontra, tentando crescer na vida, ganhar fama ou simplesmente tentando ter uma renda para sustentar um estilo de vida no mínimo descente nesse país de visível desigualdade!

Sobre o universo

A aventura se passa no universo de Wohirr! Não há necessidade de você lê a Lore oficial, pois a aventura se passa em um local não influenciado pela situação “atual” descrita no novo mundo (Chamado de “Erland”), mas caso queira prestigiar as bases da criação deste universo, sinta-se a vontade para lê e vê este incrível trabalho criado pelo mestre @TheGreatClovis.

Sobre a mesa

Este será um universo compartilhado com uma party que já estou mestrando a aventura, e essa mesa que atualmente estou abrindo vagas é para completar uma segunda party já composta por 3 amigos meus (@Chronus, @guitafine @Joao). A aventura seguirá a história de vocês, membros da Ordem VII da Igreja Anglicana, guerreiros “sagrados” que se juntou por “n” motivos, podendo ser eles: raiva contra demônios e o “mal”, busca de fama e prestígio por ser alguêm com título de cavaleiro da igreja, ou ainda simplesmente pelo salário que esta muito acima da média da granda população britânica (Enquanto uma pessoa ganha em média $1.500 libras por mês, vocês possuem um salário de $3.000 libras por semana).

A aventura ocorrerá de forma QUINZENAL, aos domingos, das 15hrs às 19hrs. A minha expectativa é começar a aventura no dia 15/12. O que você pode esperar nessa aventura:

  • Um plot aberto, que será “mutado” conforme a decisão da party… Será que os demônios estão tramando algo grande que pode jogar o Reino Unido para a Calamidade OU será que vocês verão que talvez as próprias pessoas do país são o verdadeiro mal?

  • Aventura e exploração aérea, em um mundo vivo que irá mudar e se adaptar devido as suas decisões e as decisões da party 1;

  • Combates diversificados, desde criminosos e forças corruptas da coroa, até seres fantásticos e tecnológicos, como criaturas féericas, robôs e demônios.

A aventura iniciará com os players no level 12, os STATs iniciais serão rolados 2 vezes e caso não goste do resultado, poderão usar Point Buy, todas as classes oficiais e UA estarão liberadas (e alguns homebrews já revisados por mim), em adição, como a aventura se passa em um país fechado, de maioridade humana e poucas influência de outras raças, eu criei um total de 15 raças custom, que representam as variaçòes humanas e os poucos seres “não humanos” que existem no país… Clique aqui para acessar a mesa no Roll20, onde você pode vê todas as raças, classes homebrew e lore disponibilizada da aventura.

Inscrição

Aqueles interessados na aventura, poderão se inscrever respondendo esse tópico com as seguintes informações:

  • Apresentação geral do jogador, como nome, idade e experiência com RPG;

  • Idéia geral do personagem, como breve história, personalidade, alinhamento e estilo de luta (não precisa especificar raça ou classe neste momento, mas caso já tenha lido todas as raças disponíveis, assim como a classe a ser usada, você pode já incluir na sua história).

  • Adventure Hook: Por que seu personagem quis se tornar um Cavaleiro Sagrado da Igreja Anglicana? Foi para um objetivo pessoal, ou algo mais trivial como apenas o salário?

Para todos os fins, saibam que os membros que já compõe a party são: um android bárbaro, um membro da linhagem Gaen clérigo e uma Seraphin arqueira (fighter).

Há um total de 3 vagas disponíveis, e estes serão selecionados em conjunto com a minha opinião e dos players que já estão participando da mesa. Dependendo da demanda desta mesa, é possível que eu abra uma nova party, onde eu mestrarei quinzenalmente entre as noites de sexta-feira.

IMPORTANTE: Para participar da aventura, deverás ter instalado o 5etools e o VTT.

Caso possua alguma dúvida pontual sobre a mesa, fique livre para me chamar no Discord ou por aqui na Dungeon por MP! :vaultboy:

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Sou Yohan Giesau tenho 21 anos e jogo e mestro a pelo menos 5 anos (dnd, coc, vtm, sotdl e IK).

meu personagem seria um soldado do elequilibrio ultilizando poderes da vida e da morte, curando os necessitados com a magia dado a ele por deus e punindo os maléficos com o poder da necromancia, fazendo eles servirem como undeads, meio como um sentença de julgamento, tipo “por seus crimes vc servirá como meu servo por 2 anos” dai dps disso ele liberta a alma do condenado.

Ele quer ser um cavaleiro sagrado para poder punir os malfeitores e ajudar os necessitados, ele meio que já faz isso sozinho, mas com a estrutura da igreja ele poderia alcançar ajudar e punir mais.

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Salve, sou novo aqui então vou me apresentar:

Meu nome é Mucaantcombo, tenho 13 anos e não é minha primeira vez jogando RPG pois eu já joguei skyrim antes

PERSONAGEM
Um soldado nobre e orgulhoso, Nerag luta como o líder da Vanguarda Destemida. Popular entre seus companheiros e respeitado o suficiente por seus inimigos, sua reputação é nada mais do que o esperado de um herdeiro da prestigiosa família Stemmaguarda, encarregada de defender Britannia e seus ideais. Vestido com uma armadura resistente à magia e empunhando uma poderosa espada, Nerag está sempre pronto para confrontar magos e feiticeiros no campo de batalha, em um verdadeiro furacão de aço virtuoso.

“Este reino e suas pessoas me deram tudo que tenho. Que tipo de
homem eu seria se desse menos que isso em troca?”

~Nerag
  • Historia

Nascido na nobre família Stemmaguarda, junto com sua irmã mais nova, Lux, Nerag sabia desde jovem que esperavam que ele defendesse o trono de Britannia com sua vida. Seu pai, Pieter, era um oficial militar condecorado, enquanto sua tia, Tianna, era a Capitã-Espada da elite Vanguarda Destemida, ambos eram reconhecidos e muito respeitados pelo rei [X]. Supunha-se que Nerag viria eventualmente a servir o filho do rei da mesma maneira.

O Reino Unido se ergueu das cinzas das Guerras Rúnicas e os séculos que se seguiram foram atormentados por mais conflitos e discórdias. Um dos tios de Nerag, um cavaleiro-patrulheiro no exército de Britannia, contou ao jovens Nerag e Lux suas histórias de quando se aventurava fora dos muros do reino para proteger seu povo dos perigos do mundo afora.

Ele os avisou que, um dia, algo sem dúvida terminaria esse tempo de relativa paz, fossem os magos renegados, criaturas do abismo ou algum outro horror inimaginável que estivesse por vir.

Como se para confirmar esses medos, seu tio foi morto no cumprimento do dever por um mago, antes mesmo que Nerag completasse onze anos de idade. Nerag viu o medo nos olhos de sua irmã mais nova e toda a dor que isso trouxe a sua família. Então ele soube, com certeza, que a magia era o primeiro e maior perigo que Britannia enfrentava e jurou nunca deixar isso atravessar as paredes da cidade. Apenas seguindo seus ideais fundadores e mostrando seu orgulho inabalável, o reino poderia ser mantido em segurança.

Aos doze anos, Nerag deixou o lar dos Stemmaguarda em Alta Pratânia para se juntar aos militares. Como escudeiro, seus dias e noites eram consumidos pelo treinamento e pelo estudo da guerra, afiando seu corpo e sua mente em uma arma tão forte e verdadeira quanto o aço britanniano. Foi então que ele conheceu o jovem [X segundo] entre os outros recrutas, o príncipe que, como rei, ele um dia serviria e os dois se tornaram inseparáveis.

Nos anos que se seguiram, Nerag conquistou seu lugar na muralha de escudos como um guerreiro de Britannia e rapidamente ganhou uma temível reputação no campo de batalha. Quando tinha dezoito anos, serviu com honra em campanhas ao longo das fronteiras freljordanas, desempenhou um papel fundamental na purificação de cultistas fétidos da Floresta Silenciosa e lutou ao lado dos bravos defensores de Pedralva.

O próprio rei [X] convocou o batalhão de Nerag de volta ào Grande País de Britannia, honrando-os perante a corte real no Salão da Bravura. Tianna Stemmaguarda, recentemente promovida à função de alta marechal, escolheu seu sobrinho entre todos os outros soldados e o recomendou para os testes necessários para se juntar aos postos da Vanguarda Destemida.

Nerag voltou para casa em preparação e foi recebido calorosamente por Lux e seus pais, assim como pelas pessoas comuns que viviam na propriedade de sua família. Embora tivesse o prazer de ver sua irmã se tornando uma jovem inteligente e capaz, algo nela tinha mudado. Ele tinha notado isso sempre que visitava, mas agora Nerag lutava contra uma suspeita real e atormentadora de que Lux possuía poderes mágicos… apesar de nunca se permitir considerar a ideia por muito tempo. Pensar que alguém de sangue Stemmaguarda poderia possuir a mesma feitiçaria proibida que aniquilou seu tio era demais para ele.

Naturalmente, através de coragem e habilidade, Nerag ganhou seu lugar entre a Vanguarda. Com sua orgulhosa família e seu bom amigo, o príncipe, observando, ele fez seus juramentos diante do trono.

Lux e sua mãe passaram muito mais tempo na capital, a serviço do rei, bem como da humilde ordem dos Iluminadores, mas ainda assim, Nerag tentou manter a maior distância possível. Ele amava sua irmã mais do que qualquer pessoa no mundo, mas uma pequena parte sua não conseguia aproximar-se dela e ele tentou não pensar no que seria forçado a fazer se suas suspeitas fossem confirmadas. Em vez disso, ele focou totalmente em seus novos deveres, lutando e treinando com duas vezes mais garra do que antes.

Quando a nova Capitã-Espada da Vanguarda Destemida foi derrotada em batalha, Nerag viu-se colocado à frente no comando de seus companheiros guerreiros, e a nomeação foi sem oposição.

Até hoje, ele permanece de prontidão na defesa de sua terra natal contra todos os inimigos. Muito mais do que o mais formidável soldado de Britannia, ele é a própria personificação de todos os maiores e mais nobres ideais sobre os quais a cidade foi fundada.

CONTO

O SOLDADO E A BRUXA

A velha apertou a corda ao redor do pescoço do soldado britanniano. Ele tentara falar, o que ia contra as regras que ela havia disposto. Mais uma infração e ela teria o direito de cortar a sua cabeça e usar o seu elmo como penico. Até então, ela só poderia apertar a corda, esperar e ver as suas memórias adentrarem a sua mente.

É claro que ela poderia simplesmente decepá-lo quando quisesse, mas isso não seria digno. Várias coisas podiam ser ditas da oráculo de pele acinzentada, mas ninguém podia dizer que ela não tinha um código de conduta, de regras estritas. E sem regras, o que seria do mundo? Um caos, isso é o que seria. Simples assim.

Até ele violar as regras, ela ficaria lá, sentada, sugando tudo que ele tinha, sua alegria, suas memórias, sua identidade, até acabar com ele. E então ele perderia a cabeça, e o elmo viraria penico.

Uma voz berrava de dor em algum lugar próximo a entrada da sua caverna. Certamente era algum de seus sentinelas.

E mais outro berro.

E outro.

A noite estava começando a ficar interessante.

Ela podia ver que ele era um sujeito determinado pelo quanto ele batia suas botas pesadas no chão molhado da caverna, anunciando a sua chegada. E quando os passos finalmente se silenciaram, um belo homem de ombros largos a observava do outro lado da caverna com um olhar de austera determinação fracamente iluminado pelas tochas do covil. Sangue escorria como um riacho pelo peitoral de sua armadura. Mesmo estando do outro lado da caverna, ela podia sentir o cheiro de algo amargo na sua armadura, algo ácido que acalmava a magia fluindo dentro das suas veias de um jeito que não a agradava.

Essa seria mesmo uma noite interessante.

O cavaleiro, com a sua espada montante em mãos, subiu os degraus de pedra até o trono rochoso e improvisado da velha.

Ela sorriu, esperando ele levantar a espada e lançar-se aos berros na sua direção para acertá-la na cabeça. Seria uma grande surpresa para ele quando o momento chegasse.

Em vez disso, ele embainhou a espada e sentou-se no chão.

Sem uma palavra, ele olhou a velha pacientemente, olho no olho. Ele nem mesmo piscou ou voltou seu olhar para o soldado amarrado ao seu lado.

Seria um plano para distraí-la? Será que ele estava esperando ela ceder e falar primeiro?

Provavelmente.

Ainda assim, isso não era divertido.

“Você sabe quem eu sou?”, perguntou a velha.

“Você se alimenta das memórias daqueles que estão perdidos e abandonados. As crianças dizem que você é tão antiga quanto a sua caverna. Você é a Senhora das Pedras”, disse ele, confiante.

“Hah! Não é assim que me chamam e você sabe disso. Bruxa da Pedra. Esse é o nome que usam. Está com medo de eu te matar se me chamar assim? Está tentando me conquistar?”, ela tossiu.

“Não”, ele respondeu, “Só achei que era um nome grosseiro. Não é educado insultar alguém na sua casa.”

A velha vidente riu até perceber que ele não estava brincando.

“E o seu?”, perguntou ela. “Como se chama?”

“Nerag Stemmaguarda de Britannia.”

“Eis as regras, Nerag Stemmaguarda de Britannia”, disse ela. “Você veio pelo soldado perdido, não é mesmo?”

Ele afirmou com a cabeça.

“Pretende me matar?”, perguntou a mulher.

“Não posso mentir. Acho que é provável que um de nós morra, sim”, respondeu ele.

A mulher riu.

“Está ansioso para derramar o meu sangue, é? Talvez você até consiga com essa armadura.” Ela enrolou a corda, apertando ainda mais o pescoço do soldado. “Ainda assim. Caso erga sua espada contra mim antes de terminarmos o nosso acordo, eu puxarei isto com tanta rapidez que você poderá ouvir o eco do pescoço quebrado do seu soldado na sua mente pelo resto da vida.”

Ela deu um puxão na corda para enfatizar seu ponto.

O olhar de Nerag continuou focado nos seus olhos.

“Então, às regras. Se puder me dar uma única memória mais deliciosa do que a soma das memórias na mente deste”, disse ela cutucando o elmo do prisioneiro, “eu a tomarei de você e ele será devolvido.” Ela observou os olhos de Nerag buscando alguma sombra de dúvida. “Se não puder, bem…”, ela segurou a corda com mais força. “Caso um de nós tente renegar o acordo, o outro tem o direito de exigir compensação como preferir, sem resistência. Está de acordo?”

“Estou”, disse ele.

“Então deixe-me ouvir a sua primeira oferta. O que este soldado significa para você? Ah, e desculpe os meus modos. Eu o chamaria pelo nome, mas já esqueci”, disse ela.

“Eu também não sei o nome dele. Ele entrou no meu batalhão recentemente”, respondeu Nerag.

Ela franziu a testa. Ele claramente não sabia no que estava se metendo.

“Eu ofereço uma memória”, disse ele, “da minha infância. Minha irmã e eu montados nas costas de meu tio enquanto ele ladrava como um um dracão noxiano. Passamos muitas horas rindo. É uma boa memória, livre da tristeza causada por aquilo que viria a lhe acontecer mais adiante nas mãos de alguém como você.”

A velha coçou a membrana gelatinosa do olho.

“Você me desrespeita”, disse ela. “Acha que vai trocar uma memória alegre como se fosse disso que eu gosto.” Ela tomou a cabeça do soldado com a mão e deleitou-se com as memórias que fluíam da sua mente. “Eu quero… tudo . Quero a dor, a confusão, a raiva. Elas me mantêm jovem”, disse ela rindo, arrastando um dedo retorcido sobre a sua bochecha enrugada.

“Eu ofereço a minha dor então, a morte de meu tio”, disse Nerag.

“Não é o bastante. Você me entedia”, disse a Senhora das Pedras, dando outro puxão na corda.

Bruscamente, Nerag levantou-se e desembainhou a espada. O coração da bruxa palpitou só de pensar em matar esse jovem cavaleiro impaciente. Porém, em vez de atacar, ele caiu de joelhos, abaixando a cabeça, colocando a ponta da lâmina no colo dela gentilmente, apontada para as suas entranhas.

“Vasculhe a minha mente”, disse ele. “Pegue a memória que desejar. Eu sou jovem, mas já vi muito. Tive uma vida de privilégios que pode achar prazerosa. Caso tente tomar mais de uma memória, claro, enfiarei a espada em você. Uma única memória, contudo, é sua.”

A mulher não pôde evitar a gargalhada. A arrogância deste jovem! Ele tinha a ousadia de achar que uma de suas memórias seria capaz de valer a vida inteira que ela podia tomar do seu colega?

A sua coragem, ou ignorância, era inquestionável. Algo a ser respeitado.

Ela curvou-se na sua direção, lambendo os lábios e colocando as palmas das mãos na cabeça do jovem. Ela fechou os olhos e vasculhou sua mente.

Nela, a velha viu o triunfo da Batalha de Pedralva. Saboreou o assado de lirantílope do banquete de casamento de seu tenente. Sentiu a lágrima solitária que caiu de seus olhos enquanto segurava um companheiro morto nos campos do Pântano Quebradiço.

E então ela viu a irmã dele.

Ela sentiu seu amor intenso mesclado a… algo mais. Medo? Nojo? Desconforto?

Ela avançou em sua memória, além do consciente. Seus dedos vasculharam os pensamentos dele, afastando o que não tivesse a ver com a garota dos cabelos dourados e sorridente. Sua armadura dificultava a busca mais do que o normal, mas a velha persistiu até encontrar…

a infância. Os dois brincavam com bonecos. Os soldados dele avançavam contra os magos dela, prontos para matá-los. Ela disse que não era justo - que eles tinham magia, que a luta deveria ser acirrada. Ele riu e derrubou os magos de argila com seus cruzados metálicos. Chateada, a garota gritou e luzes piscaram nas pontas dos seus dedos. Ele foi cegado, confuso, assustado. Ela foi levada pela mãe, que antes de saírem do quarto ajoelhou-se ao seu lado e disse que ele não havia visto o que achava que havia visto, que não era real, apenas uma brincadeira. O garoto boquiaberto acenou com a cabeça. Era apenas uma brincadeira. Sua irmã não era uma maga. Ela não poderia ser. Ele afasta a memória o máximo que pode.

A velha estica os dedos e encontra mais e mais memórias parecidas espalhadas pela infância do cavaleiro, todas terminando em um clarão de luz. Todas enterradas. Uma mistura cacofônica de amor, medo, negação, raiva, traição e carinho.

O cavaleiro estava certo. Essas eram boas memórias. Eram muito mais suculentas que as do homem quebrado.

Ela sorriu. O cavaleiro fora esperto em colocar a espada no seu estômago, mas não o suficiente. Quando ela tomasse a memória, ele esqueceria que a teve. Ela podia tomar quantas desejasse.

Usando os dedos, ela vasculhou mais pela sua mente, buscando tudo que tivesse a ver com a garota da luz. Ela tomou cada uma das memórias que encontrou antes de tirá-las de sua mente.

“Sim”, disse ela abrindo os olhos. “Isto serve.” Ela apontou para a saída da caverna.

“Sua oferta foi aceita. Uma memória por uma vida. Leve o jovem e vão embora.”

Nerag levantou-se e foi até o soldado amarrado. Ele se abaixou e ajudou-o a se levantar. Ambos começaram a andar em direção à saída da caverna sem perdê-la de vista.

Claro. Ele temia que ela quebrasse o acordo. O pobre não havia percebido que ela já o fizera.

O cavaleiro parou.

Ele colocou o companheiro no chão e avançou, seus olhos ainda cravados nos dela.

Sua tentativa impetuosa a agitou. Ele era muito grande, muito pesado, muito lento para ter a espada posicionada antes que ela caísse sobre ele. Seus dedos brilharam com uma energia negra, sedentos para beber mais da sua mente, mas ela não conseguia tirar seus olhos dele. Neles ela via anos de memórias deliciosas que ela devoraria até não restar nada…

E sentiu algo gelado dentro de si, algo metálico. O sabor azedo da armadura do cavaleiro estava mais forte, ela o sentia no fundo da garganta.

A bruxa olhou para baixo e viu a espada de Nerag atravessando o seu peito. Manchas vermelhas e negras vazavam da ferida, pintando sobre as manoplas do cavaleiro enquanto ele a encarava firmemente.

Ele era mais rápido do que ela antecipara.

“Por quê?”, ela tentou perguntar com a boca cheia de bile negra.

“Você mentiu”, disse ele.

A bruxa sorriu sentindo a borra ácida entre seus dentes. “Como sabia?”

“Eu me senti… mais leve, aliviado”, respondeu Nerag.

Ele piscou.

“Não parecia certo. Devolva-as.”

Ela pensou por um instante enquanto seu sangue se mesclava à lama no chão frio da caverna.

Os dedos da bruxa formigavam quando ela os colocou sobre a cabeça de Nerag, forçando as memórias de volta. Ele rangeu os dentes com dor e, quando abriu os olhos, a velha pode ver neles que tudo que ele queria havia sido devolvido. Pobre tolo.

“Por que sequer tentou a troca?”, perguntou a velha. “Você é mais forte do que eu esperava. Muito mais forte. Com ou sem a corda, poderia ter me fatiado antes que eu levantasse um dedo. Por que se deu ao trabalho de me deixar entrar na sua mente?”

“Derramar a primeira gota de sangue na casa de um desconhecido sem sequer dar-lhe uma chance seria… falta de educação.”

A velha gargalhou.

“Essa é uma regra britanniana?”

“É uma regra minha”, disse Nerag puxando a espada do peito da bruxa. O sangue jorrou da ferida aberta e ela caiu no chão, morta.

Ele nem ao menos olhou para ela novamente enquanto juntava o soldado do chão e começava a sua marcha de volta para Britannia.

E, sem regras , pensou ele para si, o que seria do mundo?

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Alou meu consagrado, tenho 19 anos, jogo rpg a 3 anos variando entre ser jogador e mestrar, as versões q já joguei são a 3.5, 5e, GURPS modificado pelo mestre.

Minha idéia de personagem é um variante de warforged ou androide, que no futuro seria discutido a viabilidade do bloco de stats dele, sóq “gunslinger”. Um persongem que consumiu muito material sobre velho oeste, podendo ser filmes, ouviu falar sobre, ou seu criador o fez pensar assim (oq couber na lore fica melhor), ele se considera um “cowboy”, mas na verdade é apenas um robô maluco que acha que é um pistoleiro que usa chapéu e poncho no ombro, mesmo tendo pouco talento e estragando tudo agindo as vezes como se estivesse em um filme de tiroteio.
Personalidade: Se der pra fugir de uma briga, essa é a opção mais viável
Nunca roubar os pobres, se tirar daqueles que já tem pouco, nos tornaremos iguais aqueles vermes que comandam tudo.
“O cowboy não abandona seu cavalo e seu cavalo não o abandona” (simbologia que não abandona a pt)
Ele se juntou principalmente pelo dinheiro e talvez uma tentativa dos holofotes, sem considerar o perigo, mas secretamente só quer um objetivo válido na vida, ele não quer que todo trabalho e sonhos de seu criador sejam em vão.
Edit: Ele foi criado para ser ator de peças e filmes de velho oeste, logo não aceitava mais não ser reconhecido como um cowboy, e seu nome foi criado a partir das tags que eram usadas nele, para venda e identificação: C.A.V.O

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Meu nome e Pedro, tenho 16 anos e hoje, eu vou pra… Ninguém aguenta meme antigo né? Enfim… 3 anos de RPG (não consegui pensar em nenhuma piada ruim pra essa, fica na imaginação mesmo)

“Eu vou ser um cão deles? Vou! Mas eu vou ser aqueles que puxam a coleira e são chatos pra caralh…”

Minha ideia de personagem e um encrenqueiro que veio de um lugar pobre (tipo muito mesmo), lugar esse aonde o policiamento era inexistente, ao ponto de algumas pessoas nem saberem se ele realmente existe ou se é apenas uma lenda. Um dia, um dito “encrenqueiro” chegou pôr lá, acabando com todos os criminosos que lá existiam, ele lutava de um jeito estranho, combinando socos com explosões de fogo, a existência de um “herói” (que nem queria ser herói) inspirou meu personagem a tentar ser alguém parecido para as outras pessoas, lutando apenas com o que Deus lhe deu, ou seja, suas mãos!

Personalidade: um encrenqueiro que fica muito puto quando alguém fala mal sobre o “Beni” (apelido do “herói” da região em que ele morava)

PS: não coloquei tudo aqui por motivos dê ser meio grande oq eu escrevi, então esse e apenas um resuminho pra você (s) ter (em) uma ideia do que eu tô criando :D

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Nova raça adicionada:

  • Recorder.
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Yunnan, sempre aqui. Acho que posso deixar as apresentações um pouco de lado nesse caso, né? Mas só pra dizer que eu fiz; Tenho 18 aninhos de puro roleplay de kobold, presenta na Dungeon tem um ano, mais ou menos? E participo de quase qualquer mesa lançada nessa comunidade, famoso aprendiz de Casé.

Mas bora pro que interessa: O personagem.

  • Torü Yasotaru, também conhecido como o vagabundo que mama nas tetas da Inglaterra, o pior entre os piores. É um bêbado de marca maior, sem paciência pra ninguém e com o típico sorrisinho besta de quem 'tá pouco se fodendo pro que você tá pensando dele. A vida dele se baseia em encher a cara, tentar ignorar os problemas ao redor dele e tentar esquecer o quão porre pode ser levar a vida de um imortal. Ele não quer saber de levar almas, salvar a humanidade ou qualquer outra coisa que acabe dando mais dor de cabeça do que ele já tem. Por isso, é mais fácil fingir que é uma pessoa completamente normal e tentar manter a paciência.
  • O seu tempo de ajudar as pessoas e manter o equilíbrio já passou faz tempo. Nada consegue mudar o destino, nem mesmo a morte. Ser uma vergonha é a especialidade dele embora, no fundo, ainda se preocupe.
  • E o real motivo pra se meter nesse trampo? Grana. Afinal, com sete meses de aluguel atrasado, só mesmo as dicas de como pegar mulher e a sábia arte de fingir um ataque cardíaco podem enganar um síndico por tanto tempo.
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Nova raça adicionada:

  • Robo Steampunk.
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Eae, sou jogador de D&D a 6 anos e mestre a 5 anos, já joguei sistemas próprios de amigos e mestrei red star. Tenho 21 anos.
Fiquei em duvida mestre, pensei em 2 tipos diferentes de pj, um gnomo mago maluco e genial que une magia e ciência, além de fazer piadas sempre que possível.
Ou um mago adepto de merlim, mais sério frio e calculista, que seria mais do tipo “pense antes de agir”. Eu fico com a duvida pois não saberia qual se encaixaria melhor na mesa e na interação com os demais pjs.

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