Kallista

Apresentação

Nome: Kallista
Raça: Tiefling
Classe/Nível: Bardo
Sexo: Feminino
Tendência: CN
Background: Artista

Descrição

Traços de Personalidade: Eu fico sentido se eu não for o centro das atenções.
Ideais: Criatividade. O mundo precisa de novas ideias e ações ousadas. (Caótico) Ligação: Alguém roubou meu precioso instrumento e, algum dia, eu vou pegá-lo de volta.
Defeito: Eu farei de tudo para ganhar fama e renome.
Instrumentos: Flauta, harpa, violino, alaúde.

Rotinas Artista:
2- Ator
4- Cantor
7- Instrumentista
Aparência:

História/Background

"Muitos estão preparados para sacrificar o lobo em pele de cordeiro, mas e quando o cordeiro está preso na pele do lobo? Você igualmente o mataria ?"

Me chamo Kallista, sente-se para ouvir um pouco sobre minha história, sobre como encontrei uma luz em meio à escuridão e aprendi que por pior que seja a tempestade, haverá um arco íris quando tudo acabar.

Há alguns anos, caminhou pela terra um homem muito ganancioso, que almejava poder para além de sua própria existência, Khan era seu nome. Este homem se valeu de uma inteligência aguçada e se aprofundou nos conhecimentos obscuros chegando ao ponto de conseguir invocar um demônio e oferecer sua alma em troca de poder. O acordo foi selado com sangue e assim, este homem pode desfrutar de poder inigualável por muitos anos, sacrificando sua linhagem para isto. O excesso de poder que tanto almejava o tornou louco, fazendo com que se matasse ao saltar de um penhasco, pagando assim a promessa feita. Quando Khan morreu, deixou para trás o único filho, Atila, um jovem forte e igualmente bárbaro, porém muito mais sanguinário. Atila era um criminoso que não conhecia o limite das coisas e das pessoas, ele considerava que qualquer um era seu objeto e comumente sequestrava mulheres para o seu bel prazer. Atila não era um simples humano, como consequencia do pacto de seu pai, Atila nasceu com traços demoníacos, sendo um meio-demônio de olhos amarelos e chifres. Sua índole era tão degradante que ele sentia prazer em causar dor e sofrimento aos outros, e foi em um momento destes em que encontrou Emmanuele, uma linda jovem de não mais que 16 anos. Emmanuele estava buscando água para seu pai em um poço quando foi raptada por Atila. Duas noites se seguiram após o sequestro sofrendo abusos intensos por este período, alguns meses após este trauma Emmanuele deu luz à uma criatura portadora de chifres e uma longa cauda em cor rosada. Acreditando piamente que aquele era o resultado de uma maldição, Emmanuele caiu em uma depressão profunda e jogou a pequena criatura em um beco escuro, imaginando que os cachorros do lugar dessem cabo ao monstro que nascera.

O pequeno demônio viveu em meio ao lixo comendo restos de comida que encontrava no chão, junto de alguns outros indigentes que habitavam aquela região. Por muitos anos ela não teve um nome, a chamavam apenas de demônio, capeta e outros pejorativos mais. Quando tinha cerca de 8 meses, ela foi jogada em uma fogueira por fanáticos religiosos e o espanto se tornou ainda maior, quando perceberam que ela não queimava. Cresceu cercada de insultos, por vezes era apedrejada sem motivo, cuspiam em seu rosto e a olhavam com desconfiança. Começou a roubar para conseguir sobreviver, todos a tratavam como se fosse um monstro e ela realmente acreditou que era um, se esgueirava pela escuridão com cabelos emaranhados, usava trapos sujos e rasgados e sua pele era igualmente suja, com algumas feridas abertas. Buscava se ocultar em vestes largas de tons escuros, geralmente usando gorros e capas, nutria um ódio por sua própria raça e pelos humanos a tanto a maltratavam, mas sua vida sofreu uma reviravolta quando encontrou Giusep (nome artístico de um eladrin chamado Dayeurian).

Giusep havia acabado de chegar à cidade de Lys, quando encontrou um mercador que arrastava uma criatura pelo rabo, ela se debatia no chão e chorava para que não lhe fizessem mal, mas o homem parecia não se importar, ele estava posicionando-a em cima de um tronco, prestes a amputar suas mãos com um cutelo quando o eladrin não se resistiu à forte cena e se intrometeu.Ao conversar com o amargurado mercador Giusep descobriu que a criatura era apenas uma criança com cerca de 6 anos, já havia roubado várias vendas da região e estava bem debilitada, ela não tinha nome ou família. Giusep olhou bem no fundo de seus olhos brancos e era como se pudesse ler toda sua alma, a angústia e ira que guardava em seu peito a desesperança de um futuro melhor e o medo dos humanos. Giusep era um elfo sonhador e idealista, viajava para cidades distantes em busca de conhecimentos, em troca ele levava alegria com suas músicas e magias. Era um excelente bardo, carregava uma espada que jamais precisou ser desembainhada. Ele tinha uma excelente intuição sobre as pessoas, todas pareciam livros abertos aos seus olhos e acabou por decidir pagar a dívida da criatura, tomando-a como sua responsabilidade, livrando-a assim das mãos do irado mercador.

Ele levou o pequeno demônio para uma taverna onde lhe deu comida, pouso e um belo banho. Após retirar toda a sujeira e cortar seus cabelos, ele conseguiu ver uma beleza que estava apagada pelos maus tratos. Giusep dizia que para cada nova fase de nossa vida, um novo nome deveria ser concedido e a chamou de Kallista (nome este que pertencia à uma das mais belas dançarinas que ele já conheceu), pois ele acreditava que este nome demonstrava a força e ao mesmo tempo a beleza da pequena criatura de pele rosada, chifres curvos ao alto da cabeça, cauda longa e afilada, olhos brancos e cabelos ondulados. Giusep sente que a pequena também era portadora de magia, dom este que corria em seu sangue e passa a adota-la como filha, lhe dando uma nova visão do mundo e aprendendo um pouco mais sobre esta raça tão peculiar e desconhecida.

Os dois passam a formar uma dupla de artistas, Giusep lhe ensina a arte das ruas, noções de civilidade e cordialidade, desperta em Kallista a magia inerte de seu sangue, lhe mostra o poder da música e como suas palavras e gestos poderiam alterar a forma como as pessoas a viam. Ano após ano, Giusep foi moldando seu caráter, tal qual um jarro de barro, ele desenhou Kallista para ser exatamente o que ela se tornou - uma pessoa melhor. De todos os instrumentos que aprendeu e dominou, um em especial ela admirava mas jamais tocou, este instrumento era a gaita - o instrumento preferido de Giusep. Kallista dizia que jamais ousaria tocar uma gaita, pois seria incapaz de se equiparar ao seu pai, reconhecendo seu talento e habilidade.

Por 10 anos, esta dupla era como se fosse carne e unha, Giusep apesar de toda sua alegria era um homem reservado que nada falava de seu passado pessoal, mas sempre tinha uma história mirabolante de alguma aventura que viveu e de onde tirava grandes aprendizagens. Nos últimos meses Kallista percebeu que o músico estava estranho, ele parecia preocupado com algo e desconfiado, sempre olhava para os lados como se alguém o seguisse, o que era estranho, pois por onde chegassem sempre eram os centros das atenções e faziam questão disso. Eram artistas que gostavam de chamar atenção, apreciavam espalhar a fama de seus nomes. Na última viagem que fizeram juntos, estavam acampados à beira da estrada seguindo de Holz para Ardazzar, Giusep não conseguia ficar parado e sua respiração estava mais ofegante, mas ele ainda se recusava em dizer o que estava importunando-o, dizendo que pela manhã tudo estaria resolvido de uma forma ou de outra. Eles tomaram uma sopa e foram se deitar, Kallista tentou ficar acordada, mas Giusep começou a tocar sua gaita com uma melodia suave, fazendo com que a garota caísse no sono, quando finalmente acordou o eladrin não estava mais ao seu lado, o lugar tinha pegadas mais fortes no chão com algumas partes reviradas, a única coisa que encontrou foi a gaita de Giusep caída próximo à fogueira.

Passa a carregar a gaita de seu pai, presa ao pescoço como se fosse um colar, na esperança de reencontra-lo e devolver seu tão amado instrumento. Kallista sabe que Giusep não deixaria sua gaita para trás por espontânea vontade, mas ao mesmo tempo sente que ele está vivo. Ela fará de tudo para reunir informações e localizar seu tão estimado mentor, mas infelizmente as coisas só tendiam à piorar sem ele ao seu lado. Na ânsia de rever seu estimado pai, acaba por cair em uma armadilha de orcs, ela é roubada e feita de refém, não entendia o que eles diziam mas pode ouvir um deles caçoar em comum dizendo que ela seria vendida como escrava. Todos seus itens são roubados,inclusive a gaita que é tomada pelo líder do bando, para evitar que o instrumento seja destruído, Kallista consegue convence-lo que aquela gaita é um artefato mágico, e lança uma “maldição” naquele que ousar destruir o instrumento.

Com muita argumentação, ela faz com que eles acreditem que ela seja uma bruxa, mas o plano sai do seu controle quando eles resolvem executa-la para se livrar da ira de suas maldições, com muito esforço e sorte, ela consegue escapar, mesmo que extremamente machucada, em sua fuga, quando ainda era perseguida por alguns orcs, Kallista cai aos pés de Urok Shieldbearer que a reconhece rapidamente. O guerreio auxilia em seu resgate, eliminando grande parte dos orcs que a perseguiam, os sobreviventes recuam para contar ao líder o que realmente encontraram. Urok aproveita a oportunidade e faz um convite para Kallista que só aceita quando percebe a oportunidade de conseguir as ferramentas necessárias para reencontrar Giusep.

“Não importa quantas luas cruzem os ceús, sei que onde quer que esteja você estará me esperando. Sei que me abraçará quando nossos caminhos se cruzarem e portarei em meu corpo teu mais amado instrumento. Seremos novamente completos e felizes!”

Giusep: https://br.pinterest.com/pin/111182684531909949/