Jhon "Misfortune" Doe

Nome: Selina Faust » Jhon Doe (Misfortune)
Raça: Tiefling
Sexo: Masc
Idade: 16
Classe: Wild Magic Sorcerer
Nível: 1
Alinhamento: N/G

Background:

Full

– Você acha que sabe o que é dificuldade criança? - disse o velho Samsan - eu tenho 62 anos e perdi minha esposa, meus filhos e meus netos para um dragão vermelho que poupou minha vida só pra eu espalhar o quão forte ele era. Você tem poderes! Quer um presente melhor que isso?

– Presente? - eu respondi - o senhor quis dizer maldição, ne?

– Criança eu daria de tudo pra ter o que você tem hoje. Não me incomodaria de morar na rua se eu tivesse o poder de tacar fogo na cidade toda só mexendo os dedinhos hahaha.

– É mesmo? Bem, no dia que eu fiz 11 anos ateei fogo a uma carroça com um simples toque e quase queimei meu pai vivo. Eu era uma simples filha de mercadores, não sei por que fui amaldiçoada com esse poder.
"Eu podia sentir o poder crescendo dentro de mim. Hoje eu sei que ele sempre esteve lá, mas no dia do meu décimo primeiro aniversário ele… cresceu… transbordou. Como uma represa rebentando eu senti aquele poder caótico correndo por debaixo da minha pele.
"Não demorou mais que 2 dias para o primeiro deles aparecer: um homem encapuzado com uma cicatriz horrível que começava no olho esquerdo e terminava logo abaixo da orelha direita abrindo um caminho em sua barba curta. Ele tentou me raptar mas meus poderes me salvaram e eu consegui fugir. Meus pais ficaram horrorizados e me acalmaram dizendo que me protegeriam de qualquer coisa, mas eu tive minhas duvidas. No dia seguinte vieram mais três deles, eram cultistas eu acho. Não mataram meus pais, mas eles não tiveram chance de me proteger. Eu precisava fazer alguma coisa. Me me concentrei então na energia enlouquecida correndo em minhas veias e a deixei vazar. Tentei controlar todo aquele surto de poder e com ele fiz um barril cheio de frutas voar em direção a eles. Derrubei um deles e ganhei tempo suficiente para correr. Eu teria fugido mas imediatamente senti meu corpo perder seu peso e comecei a flutuar parada no lugar. Me pegaram.

"Não sei por quanto tempo fiquei naquela cela, semanas talvez. Tentei usar meus poderes varias vezes pra me soltar mas, acredite ou não, eu acabei me transformando em uma ovelha, explodi minha cela, perdi meu cabelo e fiquei invisível. Tudo era temporário e seria até engraçado se eu não estivesse presa em uma cela suja com meu colchão sendo uma pilha de cinzas em um canto. Aquele lugar parecia ser feito para me prender e os guardas faziam questão de guardar a cela a uma distância segura, parece que eles tinham medo do que eu podia fazer. O único momento em que alguém se aproximava era quando um homem de óculos entrava na sala, me imobilizava com algum tipo de magia e coletava um pouco de sangue, uma mecha de cabelo, unhas e… pele.

"Eu achei que iria morrer ali. Não comia direito havia dias, não dormia e mal bebia água. Até que ele chegou!
"Uma figura encapuzada surgiu pelo corredor e com um movimento rápido os dois guardas que me vigiavam caíram ao chão com um curto gemido e uma adaga enterrada na testa. Eu fiz o melhor que pude para me encolher no canto da minha cela chamuscada mas não tinha como me esconder. Eu acho que só não queria morrer… mesmo naquela situação.
"A pessoa se aproximou e antes de tirar o capuz eu já o reconheci. Mesmo no escuro e com o rosto coberto aquela cicatriz era difícil de esconder. Ele abriu minha cela, mas não entrou. Ele se ajoelhou, estendeu a mão e com um sorriso disse: ‘Venha querida, seus pais estão preocupados com seu pequeno Anjo’. ‘Pequeno Anjo’, era assim que eles me chamavam, eles diziam que eu era o presente que os deuses deram a eles. Mesmo com um sorriso seu rosto ainda era assustador, mas eu queria sair dali e aquele monstro parecia querer me ajudar. Antes de sairmos ele me deu sua capa e me ajudou a ficar mais calma.
‘Não tenha medo desse poder’ ele disse ‘Você vai ficar bem, eu vou te ajudar a controlar isso, tudo bem? Mas precisamos sair daqui primeiro’
Corremos por corredores abafados e iluminados por tochas moribundas, todos os que entravam em nosso caminho morriam antes de conseguir balançar suas espadas mais de uma vez, o homem era um monstro de verdade, mas parecia estar do meu lado por enquanto. Saímos nos fundos de um castelo estranho, era uma noite de céu limpo e as estrelas pintavam o céu numa cena que tenho certeza que homem nenhum conseguiria pintar.
"Quando chegamos na cidade diminuímos o passo e entramos em alguns becos para despistar nossos perseguidores.
"‘Seus pais estão por perto’ ele disse enquanto examinava a rua cuidadosamente antes de se aventurar por ela ‘prometi te levar até eles e depois vamos sair da cidade’
Eu não queria perguntar, queria mesmo era ver meus pais de novo, mas a curiosidade falou mais alto.
"“Quem é você?” eu perguntei
"“Um amigo” Ele respondeu com um sorriso e pegou minha mão
Não fomos muito longe, no beco seguinte eles nos encurralaram.
O homem lutou para nos proteger, ele era forte mas eles eram muitos. Eu tinha uma arma dentro de mim e tinha que usar, só esperava não virar uma ovelha de novo. Deixei aquele poder fluir novamente, e dessa vez não o contive. Um raio verde de energia saiu da minha mão e acertou um dos homens no peito, seus olhos sangraram e ele vomitou sangue caindo ao chão, morto. A cena quase me fez vomitar mas não tinha tempo para ser fraca, minha vida estava em risco e parece que não houve nenhum efeito colateral dessa vez. Eu podia sair viva dali, se eu controlasse esse poder eles não seriam capazes de encostar um dedo em mim. Fiquei confiante.
“Menina! Devagar!” Meu salvador gritou atrás de mim
"Fiz o chão tremer, lancei raios e misseis de pura energia. Aquele caos fluindo livre trazia uma sensação tao boa, como a de se deitar na cama quando está muito cansada, ou quando se bebe água depois de um dia inteiro vendendo frutas no sol, era tão boa que quase conseguia ignorar os corpos mortos ao meu redor. O chão ao meu redor ficou extremamente escorregadio e o homem teve que se apoiar na parede para não cair, mas ele não precisava mais lutar. Eu matei uns 5 ou 6 homens naquele beco. Não gostei de ter feito aquilo, mas eram eles ou eu.
"Mas assim que o último deles caiu eu senti que havia algo de errado. Eu senti um frio característico de quando meus poderes se viravam contra mim. As vezes nada parecia acontecer, mas eu me preparei mesmo assim e… nada, tudo que ouvi foi uma tosse solitária do meu companheiro, dessa vez nada havia acontecido de novo. Parece que eu estava começando a aprender a controlar isso. Me permiti um breve momento de esperança que acabou no momento que uma mão gelada tocou meu braço com um gemido.
"Quando me virei vi uma cena que me assombra até hoje: O homem que me salvou estava sentado de costas para a parede coberto com o próprio sangue que descia de sua boca. Sua cicatriz estava quase toda aberta, e ao redor dela uma mancha escura se espalhava apodrecendo a carne de seu rosto.
“Corra… Selina… sua mãe es…” Ele tentou falar mas perdeu as forças.
“Não, moço!!” Eu gritei, desesperada “por favor, me desculpe eu não sabia, por favor o que eu faço? por favor, por favor! Fala alguma coisa.”
"Já era tarde, eu o havia matado também. Não tive tempo para chorar ou me desesperar, ouvi mais deles chegando. Abandonei o corpo dele e corri, mas não fui longe. Dois deles me encurralaram em um beco sem saída. O poder que fluía tão forte dentro de mim no início da noite parecia mais calmo e lento agora, como um rio numa seca. Mas ainda assim juntei tudo que consegui e lancei contra eles. Um raio azul rasgou a noite e iluminou todo o caminho entre nós e um deles voou para trás e caiu ao chão convulsionando. O outro viu seu amigo cair, me disse algo em uma língua estranha e correu em minha direção com uma adaga na mão. Meu poder se acalmou, na pior hora possível, mas eu senti aquele mesmo frio de sempre. Era minha chance de escapar e encontrar meus pais! Pedi aos deuses que acontecesse com aquele homem que estava vindo me matar a mesma coisa que aconteceu com o homem que me salvou. Esperei e prestei atenção… mas nada aconteceu. Até o ultimo momento eu esperei, até o momento em que ele me jogou contra a parede gritando, até o momento que ele empurrou a lâmina da sua adaga contra o meu peito, até o momento em que eu senti meu sangue escorrer e meus olhos pesarem. Era o meu fim.

"O chão estava frio e molhado contra meu corpo nú. Do meu lado eu ouvia alguém gritando e batendo repetidamente em alguma coisa úmida. Abri meus olhos e tentei focar minha visão embaçada enquanto levantava. Na minha frente havia um homem em roupas pretas ajoelhado no chão de costas para mim furiosamente cortando algo no chão duro. Ainda confusa dei um passo para trás e acho que ele me ouviu, pois mesmo com minha visão turva eu o vi olhar para mim e levantar lentamente.
"“Demônio!” ele gritou em uma língua estranha e eu o entendi por algum motivo. Ele passou correndo desviando de mim e cambaleando por um beco.
"Minha cabeça doía mas eu ignorei. Me virei para ver o que o homem tinha deixado no chão e quando desembacei minha vista vi a origem dos meus pesadelos até hoje. Aquilo no chão era eu, ou pelo menos o que restava de mim. Ainda não consigo descrever essa cena sem vomitar, desculpa. Mas mesmo em meio a toda aquela… bagunça, eu ainda abracei meu corpo tentando entender o que estava acontecendo e vomitei duas vezes. Dentro de mim eu já sabia, mas não tinha aceitado ainda. Eu peguei a capa manchada de sangue que estava no chão para me cobrir e enquanto tentava assimilar toda aquela situação ouvi um grito de surpresa vindo de trás de mim. Quando me virei encontrei os rostos que estava esperando ver havia tanto tempo. Meu pai abraçava minha mãe e ambos me olhavam com os olhos arregalados. Finalmente!
Um sorriso surgiu no meu rosto e eu me levantei cambaleando para correr para os braços deles… mas… eles não me reconheceram. Me desculpe, eu ainda fico emotiva… emotivo, com isso.
"Minha mãe jogou uma pedra em mim quando eu me aproximei e meu pai tentou me chutar pra longe. Eu corri para fora do beco e eles para dentro e minha mae abraçou meu corpo morto… no chão… gritando "meu anjo, meu anjo!"
Mais dois cultistas chegaram correndo e me empurraram pro lado dizendo “sai daqui maldito”, entraram no beco e ficaram conversando entre si assistindo aquela cena. Quando mais deles chegaram eu corri e chorei, muito. Fugi da cidade e deitei as margens de um rio e quando vi meu reflexo… eu era… isso. Minha pele ficou pálida como a de um morto, meus olhos vermelhos, minhas unhas são garras, eu tenho um rabo, chifres e um… e acho que sou um garoto agora.
"Meus pais me odeiam e descobri que juntaram alguns caçadores para me matar pois disseram que eu matei a filha deles.

“E pra piorar semana passada tentei usar meus poderes de novo e me transformei numa planta num potinho de barro”

Samsan me olhou de cima a baixo e percebi que acabei me empolgando e falando demais… denovo. Limpei minhas lágrimas.

– O que foi? - eu perguntei

– Uau! - ele respondeu

– Pois é!

– Uma planta?

– Num potinho de barro.

Resumo

Daqui a pouco vem o TL;DR p quem tem preguiça de ler.

Personalidade: Jhon tem medo das consequências do uso de seus próprios poderes e por isso se mantém à distância das pessoas e evita deixar o caos preso dentro dele sair. Por isso ele evita conflitos tentando resolver os problemas usando suas palavras sempre que possível. Porem mesmo que se mantenha afastado fisicamente das pessoas ele é carente e tem dificuldades se afastando fisicamente ou emocionalmente de alguem que o trate bem preferindo se controlar e não usar seus poderes para continuar na presença da pessoa.

Aparência