Episódio 1 - A Espinha do Mundo

Unidos pelo acaso, o grupo de aventureiros marcha rumo às Ruínas de Gansukh. Com o adiantamento do contrato de expedição em mãos, o grupo compra os itens restantes e aluga uma carona até a Espinha do Mundo, a mais extensa cordilheira do Império Ulur. Seguindo as direções do mapa cedido por Alif e Xin, o grupo viaja por dois dias pelas frias estepes de Albina. Finalmente chegam ao destino marcado: O Monte Ogtorgui, uma das montanhas mais ao Sul da cordilheira.

Não há dificuldade para encontrar as marcações deixadas pelas dezenas de expedições de outros aventureiros, marcando a trilha que termina aos pés das ruínas de um palácio, outrora magnífico. A caminhada porém é longa e a carroça que os trouxe não consegue prosseguir. Vocês pegam seus pertences e iniciam a escalada.

Nos primeiros 600 metros a subida é tranquila, mas ligeiramente cansativa. Há uma trilha bem definida e segura que ziguezagueia até a primeira base de acampamento. Ao observar o que lhes aguarda, percebem que o próximo ponto de parada pode demorar. (Natureza* CD 10 para descobrir a distância restante).

O grupo tem duas opções:

  • Acampar por uma ou duas horas;
  • Continuar a escalada até a próxima base.

O prazo para escolha é Quarta-feira (20/02) até às 18h.

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===== Sutha Zhullus ====

Vencida na taverna, apenas acata o que a maioria havia decidido, enfim eram um grupo, não por opção, mas certamente pela falta dela. Recolhe sua moeda e a guarda cautelosamente em suas vestes. Aquele era o começo do seu sonho, a primeira de muitas…

Tudo o que precisava estava amarrado ou pendurado em seu corpo, carrega uma mochila, um pacote de aventureiro com diversas bugigangas, uma armadilha de caça,seu companheiro bordão, que inclusive usa para apoiar seu corpo durante a exaustiva caminhada, sua espada grande e 4 azagaias.

Sua caminhada é bem proveitosa, buscava sempre memorizar pontos de referências durante o trajeto, até que finalmente chegam às ruínas. Não pode deixar de fechar os olhos por um momento e se lembrar, mesmo sem querer lembrar, das ruínas de sua própria tribo. O cheiro de sangue preenche suas narinas, o barulho dos mosquitos rodeando os corpos dilacerados ao chão,corpo de homens e mulheres que lutaram bravamente até o fim, o trepidar do fogo ao consumir a madeira que estralava como se gritasse por ajuda…tudo se torna tão real,tão palpável que lhe causa arrepios. Ao abrir os olhos, as coisas voltavam ao normal, aquelas não eram as suas ruínas, mas ainda sim mereceriam respeito.

Embora acostumada a percorrer longas distâncias á pé, sente seu corpo pedir por uma pausa. Escora seu corpo sobre o bordão, sacando o cantil de seu quadril, toma um longo gole, seguindo de um suspiro profundo, olha para os demais – Deste ponto não consigo perceber muito bem onde seria nossa próxima pausa, mas é certo que dado a escalada até aqui será muito cansativa. - Olha para cima, buscando ter uma noção de quanto tempo de luz do sol eles teriam até que ficasse completamente escuro. – Imagino que nenhum de vocês tenha medo do escuro…

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@npc roll 1d20+2

@Demetrya d20 [7] + 2 = 9

Serra

Caminhar quilômetros por terrenos desolados, para depois, privados de água e comida, enfrentar coisas horripilantes que não deveriam nem mesmo serem lembradas. Seguir em frente sem tempo para enterrar irmãos de armas. Vencer a própria insanidade na esperança de trazer luz para um mundo coberto de tristeza e sombras. Acampar e descansar sempre foi terrível, pois a dores musculares sempre foram companheiras melhores do que os próprios pensamentos.

— Melhor continuarmos até uma base segura… pararmos aqui nos tornaria presa fácil.

Pá dentu da base!pensa Serra…

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== Antes da nova cena ==

Cascavél pega sua parte do pagamento, gira as patas, e faz a moeda desaparecer, enquanto erguia as palmas para o ar e mexia os dedos, mostrando o seu truque de mágica. Na verdade, essa moeda agora estava confortavelmente descansando em sua carteira, que se avolumou bastante para uma única noite de trabalho – lícito ou não.

– E assim, os seis bravos aventureiros aceitaram - com muito pesar - o adiantamento; pois vejam bem, o altruísmo deles superava somente sua humildade, mas eles precisavam de recursos para a viagem… Diz, em tom de prosa, começando a matutar a odisseia que havia se colocado na função de narrar.

== Atualmente ==

Cascavél passa a viagem em contente conversa com todos aqueles que se mostram à vontade para isso. Contava histórias de sua terra e sua cultura, e parecia ávido para descobrir o mesmo de seus companheiros. Não era nenhum aventureiro tarimbado, mas se ia confiar a sua vida a aquelas pessoas, era sensato conhecê-las antes. Ao pararem para tomar uma importante decisão, ele para e pensa, colocando uma pata abaixo do focinho.

– Ora, mas vejo que estamos bem dispostos, e temos ainda muito chão para cobrir. No entanto, não tenho a menor ideia de quanto teremos outra chance de descansar; sendo assim, Cascavél opta por parar e repor as energias, aliviar um pouco a carga e jogar um pouco de água na cara. Preciso cagar, também. Diz, sorrindo, sem o menor pudor.

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===== Sutha Zhullus ====

De toda a falação do gatuno, pouco se pronunciou. Não precisava se expor mais do que sua própria aparência fazia. Eles eram apenas companhia, não pessoas confiáveis, ao menos não ainda, pois certamente apenas diante do ouro ou da necessidade é que poderia descobrir em quem confiar mesmo ou não. Revirava os olhos, e apressava o passo cada vez que se sentia entediada com a conversa.

– Talvez a magrela tenha razão Felino, olha…o sol ainda está alto demais para pararmos por aqui…faça o que precisa fazer, mas seja rápido! Acamparemos ao anoitecer,ainda há muito chão pela frente…

O sol brilhava forte sobre suas cabeças e talvez por isso seu corpo estivesse tão suado, mas parar naquele momento seria besteira, deveriam caminhar enquanto os raios de sol permitissem, assim conseguiriam cobrir uma área maior.

Após uma brevíssima pausa, o grupo posta-se a marchar novamente. A trilha, tão visível e demarcada, começa a se estreitar e sumir, até fechar em uma espessa camada de neve.

Horas em um trajeto dificílimo se passam. O suor de anteriormente dá espaço aos calafrios. O grupo então fica mais próximo e atento uns aos outros. Já está difícil pensar em qualquer coisa além do desejo por alguma fonte de calor.

Anoiteceu. Tão rápido quanto um estalar de dedos. Talvez, a névoa apenas tenha tirado suas percepções. Encorajando uns aos outros, vocês tentam acelerar o passo ao máximo, até encontrarem um local seguro. Uma olhada para as nuvens, cada vez mais próximas de suas cabeças, te conta o que não desejava ouvir. A nevasca será forte e será em breve.

Mais alguns metros da penosa subida e nada da segunda base. A neve começa a cair sobre seus rostos gelados. O vento sopra um pouco mais forte. O pequeno Gigante Esmeralda avista algo ao longe e mostra ao restante. É difícil ver, mas com esforço, vocês enxergam uma gruta não muito longe. Olhando em volta, vê-se que não há iluminação, pegadas ou qualquer outro indício de habitação recente. Também é difícil precisar suas dimensões através da nevasca. O que farão?

  • Se aproximar da caverna e procurar abrigo até a tempestade diminuir;
  • Continuar a subida até o próximo acampamento (Teste de resistência de Constituição CD 10).
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– Um momento então, retorno em breve! Cascavél se desloca de forma irreverente até uma distância segura e onde tenha um módico de privacidade. Logo em seguida, vocês ouvem o barulho de uma rápida escavada na terra e, passados alguns minutos – tempo o suficiente para a atividade – , uma nova sessão de escavada, dessa vez um pouco mais duradoura, seguido por um barulho suave de terra sendo batida. Cascavél retorna até o grupo batendo no estômago e diz, jocosamente – Me sinto quatro quilos mais leve! Posso caminhar até a lua agora, se quiserem.

Ao sentir o frio se aproximando, Cascavél veste uma segunda muda de roupa por cima da que usava, usando por baixo de sua armadura de couro. Somando isto a seu pelo espesso, esperava criar um bom repelente contra o frio.

– V-Vou fazer um breve reconhecimento na caverna. Fala, com dentes cerrados para impedir de bater o queixo de frio. Sua jovialidade de hoje mais cedo havia dado espaço a uma tácita aceitação da penúria que estavam passando. Após o anúncio, o felino se aproxima furtivamente da caverna, tirando proveito da nevasca para ajudar a mascará-lo e, por fim, capitalizar nos seus sentidos felinos (visão no escuro) para perceber algum tipo de movimentação, perigo ou qualquer evento que chame sua atenção lá dentro

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Katrille

— Acho que deveríamos esperar naquela caverna, até que a tempestade cesse.

Serra

Observando o restante dos membros, não há duvida que não durariam na caminhada, talvez a criatura verde (@Demetrya). Serra aponta então em direção a caverna enquanto pega sua espada para conferir o lugar.

===== Sutha Zhullus ====

O bardo pode aproveitar seu breve momento para colocar o pelo no lugar e logo retomamos a caminhada, logo o sol foi enfraquecendo e o frio começou a tomar seus corpos, o caminho antes limpo foi ficando tomado pela neve o que reduziu e muito o deslocamento do grupo. A única coisa que tinha para se proteger era o casaco um pouco mais longo que cobria sua cabeça e reduzia o contato do gelo com a pele, mesmo assim suas vestes se mostravam bem inadequadas ao ambiente.

Conforme andavam, esfregava uma mão contra a outra na esperança de gerar um pouco e calor, sua pele grossa tremia. Ergue seu rosto, sentindo flocos gélidos que caíam em sua face, a nevasca estava mais forte e algo precisava ser feito. Não havia chegado até ali para morrer congelada.

A criança (@Case) avista uma gruta que poderia ser a salvação do grupo, mesmo que estivesse ocupada por alguma criatura, estava disposta a lutar por um abrigo do que perecer na nevasca.

– Eu não vou ficar no meio desta tempestade de neve nem por um minuto a mais! Prefiro abater um leão com as mãos do que continuar nesta neve! Vamos todos entrar de uma vez…e o que quer que tenha lá dentro terá duas opções: ou nos aceita…ou cai fora! - Falava de forma áspera, enquanto guardava o bordão que tanto lhe serviu de apoio até ali para sacar sua espada grande. Gira a arma entre os punhos e a balança a lâmina, removendo assim a fina camada de gelo que havia se acumulado durante a caminhada.

– Vocês deveriam se preocupar com o fogo, é mais importante agora! Muito fogo!

Um a um, o bando se encontra na entrada da caverna natural. A única fonte de luz que se projeta para dentro é muito fraca, aqueles com baixa visibilidade na penumbra tem dificuldade para identificar a cena. Imediatamente na entrada, nota-se que há pelo menos 20 metros de solo rochoso coberto com neve e gelo. O topo da cavidade varia entre quatro e cinco metros de altura e largura de sete a nove metros, com paredes irregulares. Todos juntos no local, vocês já sentem o benefício de não estarem expostos ao forte vento gelado.

lotr-ice-cave-entrance

A maioria de vocês não enfrentou um evento climático destes antes. Com alguns minutos de observação, é possível determinar até quando ele irá durar (Natureza* CD 14). De imediato, não há sons ou movimentos além daqueles provocados por vocês. A outra extremidade da caverna ainda não está visível.

O que farão?

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Serra

Um abrigo do frio e da neve lá fora, mas possivelmente uma armadilha mais mortal. Serra com armas em punho faz um gesto para que todos parem. Após isso, olha para a orcquisa (@Demetrya) e com um gesto de cabeça sinaliza para o chão enquanto sussurra:

— Procure por pegadas…

Com isso Serra adianta-se alguns passos e se põe em defesa atrás do escudo observando a escuridão em seu interior.

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Ao ver seus companheiros pegarem em armas e fecharem o semblante, Cascavél engole em seco e puxa sua besta. Não estava desacostumado à perigos, mas era a primeira vez que estava rodeado de estranhos em uma situação potencialmente perigosa - Alguém tem fogo? Sussurra, para não despertar qualquer possível habitante naquele caverna - Os olhos de Cascavél vencem a escuridão, mas não sei se todos possuem essa capacidade…

Após dizer isso, Cascavél se agacha e tenta se misturar à escuridão, permanecendo na surdina para o caso de algum perigo aparecer, ganhando uma vantagem em caso de combate ((Furtividade))

Passa a seguir o grupo, caso estes queiram explorar o interior da caverna, ou fica parado se eles também o ficarem.

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===== Sutha Zhullus ====

Protegida pelo teto rochoso, sente-se menos incomodada com os flocos de neves que caíam sobre seu corpo, mas ainda estava frio e perigoso. Já com a espada em mãos,olha para o fundo da caverna, mas estava escuro demais para ver qualquer coisa dali.

O chão com neve poderia ajuda-los ou cobrir sinais importantes de pessoas ou animais que já estivessem por ali. Respira fundo, da entrada da caverna, observando o ambiente e tentando determinar se seria um imprevisto de horas ou dias (natureza).

Ouve a voz da magricela, enquanto está na entrada olhando para o lado de fora… “Por acaso tenho cara de cão farejador agora?” - Pensa rangendo os dentes, mas nada diz, apenas balança a cabeça em negativo e começa a caminhar para o interior da caverna. Ajoelha-se, observando o chão da gruta, até mesmo limpando um pouco da neve para ter a certeza de que não perderia nada por baixo. (survival).

Olha para o lado e vê o tabaxi agachado. Arqueia sua sobrancelha, mas nada diz, apenas leva uma das mãos até a mochila de pele de cabra e de lá, arranca uma pederneira e isqueiro, ferramentas essenciais para criar uma faísca e possivelmente acender uma fogueira. Joga os instrumentos na direção do musicista esperando que ele saiba usa-los.

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@npc roll 1d20+2

@Demetrya d20 [1] + 2 = 3

@npc roll 1d20+4

@Demetrya d20 [3] + 4 = 7