Episódio 0 - Comida, Bebida e Trabalho

Hoje a noite está quente e agradável, atípico para essa época do ano nas estepes. Os moradores de Albina saíram de suas casas para aproveitar o bom clima nas ruas, lotando o Camelo Babão de clientes. A taverna fica na saída leste da cidade, próxima a estrada que liga Albina à Espinha do Mundo, uma cordilheira na extremidade do continente. É o local perfeito para comerciantes, artistas e mercenários arrumarem trabalho ou fazer um bom negócio.

Você encontra um espaço ao balcão para pedir sua bebida e mesmo assim não foi fácil consegui-la. O ambiente está alegre e barulhento, mas falta algo. Um pequeno palco para apresentações está vazio, deixando as conversas tímidas, vez ou outra. É em uma das poucas brechas de silêncio que você observa dois homens andando até o quadro de avisos e conversando:

— Cara, não dará certo se você contar o motivo, apenas ofereça as moedas - Diz o mais alto dos dois. Humano, traços asiáticos, vestes de viagem de tons pastéis. Usa chapéu de pele de raposa.
— Silêncio, Xin! Eu sei o que estou fazendo - Responde o mais robusto, porém mais baixo, da dupla. Humano, traços árabes, vestes de viagem de tons claros. O homem calvo e de bigode cheio continua - Deixe que eu falo, você balança a cabeça.

Xin balança a cabeça em afirmação e prega um cartaz no mural, que já possui algumas folhas. A dupla se senta em uma mesa pequena, próxima a um dos cantos.

E então aventureiros, o que farão? (Sáb. 02/02)

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Katrille

Em meio a muitos, Katrille se destaca para alguns. De costas, seu cabelo cinza quase branco, atrai a atenção de homens e mulheres.
Ao receber sua bebida, Katrille pergunta ao balconista.
– Senhor, vejo que o palco está vazio. – Diz o elfo de gênero indefinido. – Eu gostaria de sua permissão para me apresentar com uma ou duas de minhas cantigas. Apenas o sorriso do olhar das pessoas servirão como pagamento.
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O barman de meia-idade está fazendo múltiplas tarefas. Ele parece não ter percebido a sua presença de início, mas nota alguns fregueses olhando na mesa direção e volta os olhos para você.
— Você é músico? Sabe mesmo tocar? - Ele lhe prepara mais uma bebida - Ok, anime o povo. Assim eles param de sentar aonde não podem.

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Katrille

– Sim, sou uma musicista. Mas no caso, eu não irei tocar. Irei cantar. – Diz a elfa enquanto espera o barman terminar de preparar sua segunda bebida.
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Entre todas aquelas pessoas, um homem alto, gordo e careca que poderia facilmente se passar por um gigante se não fosse por duas pequenas orelhas pontudas ao lado da cabeça que em comparação é bem grande. O mesmo facilmente ocupa dois lugares que poderiam ser destinados a homens comuns. Seus penduricalhos fazem um som ritimico enquanto ele anda procurando algo.

Gordon Olha calmamente em volta procurando algo que lhe interesse, um item magico, uma arma que possa vender futuramente ou até mesmo um trabalho digno de suas habilidades.

Cascavél contém a exultação ao ver sua bebida chegar. Suas patas alcançam o copo, envolvendo-o como se fosse um tesouro recém escavado. Lambendo os beiços, o homem gato tenta desajeitadamente usar aquele artifício feito para quem possuía polegares, falhando miseravelmente. Com medo de derrubar o precioso copo de leite que havia pedido, alcança sua mochila de viagem e tira seu kit de refeições; de dentro dele produz uma tigela de aço, que deposita no balcão. Com desenvoltura e o rosto expectante, ele pinça o copo com as duas patas, e derrama seu conteúdo na tigela e, ao terminar de colocar o conteúdo, larga o copo de qualquer jeito e põe-se a beber da tigela, suas patas confortavelmente apoiadas no balcão ao lado do item.

– Perrrfeito. Sibila suavemente, enquanto limpava o focinho e o bigode com o dorso do braço, sem muito sucesso. De súbito, sua orelha esquerda parece ganhar vida própria, indo de um lado para o outro, enquanto captava algo que chamava sua atenção. Terminando apressadamente de beber da sua tigela de leite, pega o item e coloca-o de volta ainda sujo na mochila, galgando logo em seguida até a direção onde havia a conversa entre Katrille e o taverneiro. Sem o menor pudor, ele se interpõe na conversa, o bigode pingando leite – Eu sei! Eu sei tocar! Elfa canta, e Cascavél toca. Um arranjo agradável, concorda? Dividimos os lucros. Diz para a bela a elfa a sua frente, juntando as patas no sinal universal de "estou precisando muito de grana"

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Saindo de uma mesa solitária no fundo, atrás da dupla, uma moça muito esbelta, com seus olhos profundos e cabelos esbranquiçados, soltos, exceto por estarem posicionados atrás das orelhas. As marcas ritualísticas no rosto demonstram claramente alguém que passou por batalhas em terras que ninguém deveria ir. Destoando de sua feminilidade está a robusta armadura de metal, toda surrada de suas incontáveis batalhas. Mas o revelador é o escudo adornado com o estandarte, mesmo que talhado e sujo, dos Filhos do Sol: uma estrutura pontiaguda espetando um circulo dourado. Ela anda com passos firmes e decididos até o mural e lê o cartaz recem afixado

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O taverneiro está ainda mais confuso. Ele encara o tabaxi por alguns segundos, até perceber que devia uma resposta:
— Ok, só não façam bagunça. A gorjeta que receberem é de vocês. Se gostarem, a conta de vocês é por conta da casa - Ele cruza os braços e indica o palco apontado com o queixo robusto - E não façam ninguém dormir!
Ao ouvir a última sentença, um freguês bêbado e descabelado dá uma risada tola. Ele tenta focar vocês com o olhar, mas falha miseravelmente.

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O cartaz, levemente empoeirado, diz:

Grande oportunidade de trabalho!
Precisamos de aventureiros corajosos e habilidosos para explorar a Ruína de Gansukh
10% de adiantamento
Tratar com Alif

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Retira o cartaz do mural num movimento único e anda, graciosa até a mesa da dupla e pergunta: “Quem é Alif?”

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Gordon

Gordon, após perceber que não acharia nenhum comprador em potencial ou algum item que o chamasse atenção, apenas se dirige em direção a dupla que a pouco colocara um cartaz no mural, os quais agora falam com uma bela jovem que tem agora em mãos o cartaz que eles outrora tinham colocado no mural.

Se aproximando então da garota e da dupla que está em um dos cantos da taverna Gordon fala com um tom amigável :

Desculpe incomodar, mas a senhorita poderia permitir que eu também possa ler o cartaz? Ou apenas dizer seu conteúdo, o que for mais agradável.

Serra

Antes de receber a resposta, é interrompida pelo homem robusto. Aperta os molares um contra os outro realçando por instantes sua irritação. Inspira e volta-se ao homem enquanto diz:

— Estes senhores estão contratando para explorar uma ruína… E pagam parte adiantado.

Entrega o cartaz ao homem gigantesco sem encará-lo.

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Gordon

Ao receber o papel Gordon dá um sorriso de orelha a orelha até meio estranho e diz no mesmo tom amigável de antes :

Muito obrigado. — Olho para o cartaz e após confirmar que a informação que a jovem me deu é verdadeira, dou um passo ficando ao lado dela de frente para ambos os homens.

Bem já que estão contratando, eu adoraria participar, mas antes desejo algumas informações, acredito que a senhorita ao meu lado também.

Diz Gordon olhando para ambos os homens sorrindo.

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Serra

Observa o homem de cima a baixo como se analisasse as capacidades do troglodita e ao mesmo tempo, visse suas fraquezas. Intrigada ela se vira deixando a dupla apenas sob vigia de sua visão lateral e aborda o homem:

— O senhor é deveras diferente meu caro…

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Gordon

Vendo a garota ao lado o analisando, Gordon se vira com o mesmo sorriso e diz :

Sim um pouco diferente…quase esqueço perdoe minha falta de educação, me chamo Gordon é um prazer conhece-la, senhorita? — Falo, agora olhando diretamente para a jovem.

Gordon

Katrille

– Guardarei as cantigas de dormir para outra oportunidade então. – Diz Katrille logo se virando para o felino.
– O elfo canta e Cascavel toca. Que música sabe tocar, gato? – Pergunta Katrille ao Tabaxi.

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===== Sutha Zhullus ====

Havia passado o dia todo caminhando. Certamente o cheiro que exalava não era dos melhores mas poderia estar muito pior caso não tivesse curvado seu tronco sobre uma fonte em que pode finalmente jogar um pouco de água em seu rosto e se refrescar da longa viagem até ali. A noite começa a cair, trazendo consigo uma agradável brisa, o barulho de um lugar mais à frente chama sua atenção: era uma taverna bem movimentada localizada na região leste daquela nova cidade.

Arruma uma bolsa de couro de bode que estava amarrada em diagonal nas suas costas. Não era um verdadeiro trabalho em couro, na verdade mais parecia que o pobre animal estava realmente pendurado em suas costas, se não fosse pela ausência da cabeça e das patas, ficando uma longa amarração localizada ao centro da grotesca mochila, abertura esta que ficava protegida dos trombadinhas ao ficar em contato direto com as costas.

Trajava botas simples que seguiam até próximo do joelho, igualmente em couro em cor marrom escuro,quase chegando ao preto, cordões de couro faziam a amarração. Vestia uma espécie de saia de corte irregular ficando uma ponta maior à frente de seu corpo e a outra atrás, não tinha mais do que dois palmos de comprimento sendo incapaz de cobrir suas pernas fortes e acinzentadas. Logo acima, o que pareciam ser bandagens cobriam sua barriga, enquanto um bustiê cavado, também feito em pele de animal, talvez um boi, cobria a parte superior de seu tronco. Como proteção do sol escaldante e da garoa noturna, trajava uma longa capa com capuz que cobria todo seu corpo, feito em tecido de algodão cru em tom pastel.

Range os dentes ao perceber que o lugar estava realmente cheio, mas nada que seus 1,88 metros de altura e 98 kgs não ajudassem. Com um pouco de força bruta e nenhum sorriso, consegue abrir um espaço até o balcão e encara o taverneiro.

-- Quero cerveja! Uma caneca! - Dizia arrastando as moedas correspondentes pelo balcão de madeira em direção ao taverneiro. Eram suas últimas e contadas moedas.

As pessoas conversavam muito alto naquele lugar, talvez decorrente da superlotação? Seja como for,algo em especial chama sua atenção. Uma dupla que estava próxima de um grande mural pregando um cartaz, a palavra “moedas” salta aos seus ouvidos, chamando muito mais sua atenção do que uma dupla que parecia discutir sobre qual música cantar.

Sutha não era do tipo soberba, mas tudo o que tinha estava sendo balançado dentro de um copo em suas mãos. Já tinha passado muita fome em sua vida e sabia que embora não gostasse nem um pouco da ideia, precisava do dinheiro para comer e sobreviver. Era apenas isto que curiosamente buscava, sobreviver.

Se levanta para ir em direção à dupla,mas enquanto perde tempo empurrando algumas pessoas de sua frente, nota que uma moça tão magra quanto lagartixa de longos cabelos brancos já estava com o cartaz em mãos. Balança os ombros, afinal não sabia ler mesmo, mas ela parecia questionar os “empregadores” e rapidamente um homem tão grande quanto Sutha aparece falando de forma emplumada e com um sorriso do tipo que “nao se deve confiar” em face.

Dá a volta na mesa, onde a dupla ainda estava, bate no ombro do homem mais alto, chamando sua atenção e apenas diz em tom grave: – As moedas…quantas moedas vocês pagam? - Perguntava, ainda com o capuz cobrindo seu rosto, muito embora a cor de sua pele denunciasse sua origem.

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Serra

Acena com a cabeça enquanto olha em volta

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Do lado de fora da taverna, um pequeno ser esta parado em frente ao estabelecimento… Usando uma máscara estranha e usando vestimentas que cobriam todo seu corpo, ele parece estar tendo uma discussão interna… Mergulhado em seus pensamentos, ele parece uma estátua…

“Vamos lá Trevor… Você é inteligente, você vai conseguir! E daí que você é uma criança? Isso é só um detalhe! Claro, uma criança procurada pelo reino por ser sobrevivente de uma vila que deveria ser silenciada… Que anda com um simbolo religioso proibido em Ulur… Que esta andando com roupas estranhas… Meu deus eu vou MORRER!” Pensa Trevor em frente a taverna, se preparando mentalmente para adentrar em um ambiente que nunca havia entrado antes… Sua vila era pequena e sua unica taverna era pouco movimentada… Faz 1 semana desde que seus pais, seus amigos, seu povo havia sido silenciado por um dos herdeiros do trono de Ulur.

Após ser trombado por um homem grosso que não fez questão de desviar dele, quase o derrubando, faz com que Trevor volte a sua consciência…

“Certo Trevor, vamos lá! Nada de pessimismo, você tem que entrar nesse local cheio de bárbaros… Lá tem comida e trabalho… Você precisa de dinheiro para sair desse país, talvez se tiver sorte, consiga um trabalho que te levara diretamente para Dannengan!” Pensa ele de novo, se enchendo de entusiasmo “Sim! Tudo vai dar certo, você não pode se esquecer, se alguêm perguntar, você é um halfling das Colinas Felizes de Dannengan… Sim, vai dar certo! E-eu sou com certeza mais inteligente que a maioria do pessoal ai dentro!” Finaliza ele em seus pensamentos, criando a coragem final para adentrar na taverna à sua frente!

Adentrando no estabelecimento, Trevor quase tem uma epifânia vendo aquele conglomerado de gente! Paralisado, ele tenta entender e interpretar toda a situação: pessoas, pessoas, pessoas em todos os lugares! Metade delas parecem ser violentas, a outra metade parece ser perigosa! A primeira coisa que ele vê que lhe chama a atenção é uma estranha dupla colocando um cartaz naquilo que parece ser o mural de serviços, com certeza ali deve ter uma ótima oportunidade de trabalho, pensa ele… Enquanto ele tenta se embrenhar naquele mar de gente, algo chama a sua atenção: duas pessoas mais esbeltas e fisicamente menos “brutas” parecem dialogar algo com o taverneiro… Ele não sabe dizer que tipo de pessoa é aquela que veste um capuz mas ele se surpreende com aquele ser felino que havia demonstrado uma incrível agilidade com seu copo de leite… Ele já tinha lido sobre aquela raça: Tabaxis! Uma raça humanoide com traços felinos que viviam no continente de Ulur em caravanas… Debaixo daquela máscara, Trevor esboçava um sorriso de alegria e surpresa por vê aquele ser, alegria que durou até ele ser esbarrado de forma bruta por alguêm bem maior que ele que tinha uma cara de poucos amigos… Aquilo foi o suficiente para fazê-lo voltar a seu objetivo inicial: o cartaz!

“Nããããoooo!” Grita Trevor em seus pensamentos, colocando as mãos na cabeça ao vê que uma jovem mulher havia pego o cartaz… Ele corre em direção à ela, visto que esta parecia se direcionar a dupla que havia coloca o serviço no mural… Talvez aquilo fosse um serviço de grupo, ele ainda tinha uma chance, pensava ele…

Chegando perto da mulher e de forma discreta, ele tenta puxar assunto “Hã… Com licen…” Antes que ele pudesse terminar sua frase quase inaudivel pelo barulho do local, um elfo grande e gordo, sem perceber, acaba por atravessar a sua frente e se apresentando aquela mulher que havia pego o cartaz…

“Ééé… Com l-licen…” Fala Trevor, levantando a mão, como se tentasse pedir a vez de fala de forma educada, sendo interrompido por aquela mulher com cara de poucos amigos que havia trombado Trevor alguns momentos antes… Trevor então intimidado por aquele trio, decidi ficar ali parado, ouvindo o que eles falam, esperando uma oportunidade de fala…

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Gordon

Vendo que a mulher a sua frente não parecia ter entendido que ele gostaria de ouvir o nome dela ou que talvez só não estivesse disposta, mais uma vez Gordon da um leve sorriso e volta a olhar para frente, somente para trombar em algo durante seu movimento.

— O que foi isso?.. — Diz Gordon em um tom intrigado.

Então olhando em volta para ver o que atingiu ele encontra uma pequena criatura, que possui em sua face uma estranha mascara, obviamente Gordon não se importou pelo fato de ter atingido o pequenino, mas ele ficou muito interessado na máscara já que talvez pudesse ser vendida para Bardos ou algum grupo de circo, Gordon então olha para baixo e fala em um tom solene que chega a ser estranho para um homem do tamanho dele :

Ohh, pequenino você está bem? Desculpe ter lhe atingido, devido ao meu tamanho e o local ser pequeno não consigo evitar trombar em algumas pessoas.Gordon então junta a palma das mãos em um movimento de desculpas e continua.

Você possui uma bela mascara, me lembra até mesmo alguns bardos que conheci um tempo atrás, o senhor seria talvez um Bardo? Bem dizem que realmente as maiores quantidades de talento existem nas menores pessoas.Diz Gordon rindo, enquanto estica a mão para cumprimentar o pequenino a sua frente. Neste momento ele até mesmo esqueceu da atitude da jovem que não lhe disse o nome e também da figura encapuzada que surgiu em sua frente enquanto ele conversava com a senhorita sem nome (Mosonow).

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