Enya Vallitu

Apresentação

Nome: Enya Vallitu
Raça: Aasimar Scourge
Classe/Nível: Clérigo da Vida
Sexo: Feminino
Tendência: NB
Background: Acólito

Descrição

Traços de Personalidade: Eu vejo presságios em cada evento e ação. Os deuses estão falando conosco, nós apenas temos de ouvi-los. / Eu cito (corretamente ou não) textos sagrados e provérbios em quase qualquer situação.
Ideais: Caridade. Eu sempre tento ajudar aqueles em necessidade, não importando o custo pessoal. (Bom)
Ligação: Eu devo minha vida ao sacerdote que me acolheu quando meus pais morreram. / Tudo o que faço, faço pelo povo.
Defeito: Minha devoção é muitas vezes me cega perante aqueles que professam a fé do meu deus.
Idiomas: Comum, Celestial, Élfico, Dracônico
Deva: Tradriel (natureza sério/severo e crítico/julgador)
Dica de interpretação: Seu deslocamento é reduzido de 9m para 7,5m, devido o uso do cilício

Aparência:

História/Background:

Ao longe se ouve o choro de uma criança. O bebê era embalado nos braços de uma mulher que cantarolava com uma voz suave algumas músicas infantis, pouco a pouco, conforme entoava suas estrofes, o bebê se acalmava caindo em um sono tão tranquilo que nem mesmo o ranger das rodas da carroça lhe incomodava agora. Os olhos da mãe se enchem de água à medida que ela aproxima o bebê de seu rosto, lhe dando um beijo carinhoso na testa.

– Por que temos que deixa-la Erick? Isto não está certo? – a mulher indagava ao homem que guiava os cavalos e mantinha seu rosto na direção da estrada à sua frente.

– Demos nossa palavra Rachel precisamos cumprir, do contrário os deuses nos amaldiçoariam por nossa teimosia. – Erick solta um suspiro com grande pesar arqueando os ombros para frente.

– Ela é tudo o que temos! Por favor Erick, eu lhe imploro… – Rachel busca os olhos de seu marido, enquanto aperta o bebê delicadamente contra seu tronco. A respiração da mãe acelera à medida que lágrimas caem de seu rosto.

A carroça para em frente à uma grande porta de madeira negra que continha um grande lírio entalhado. Ao centro da porta uma argola em metal estava à postos. O lugar detinha uma parede áspera de pedras cinzentas que cercavam e faziam sua proteção. Se tratava de um monastério, um forte cheiro de incenso era sentido do lado de fora assim como o cântico uníssono daqueles que entoavam preces aos deuses do lado de dentro. Erick dá a volta na carroça para auxiliar sua esposa que ainda segurava o bebê em seu colo. Rachel caminha de forma hesitante para a porta do monastério, tendo como encorajamento a mão de seu marido apoiado em suas costas.

– Fique bem querida! – Rachel retira um colar de seu pescoço que detinha um pingente circular em metal prateado, ao centro estava escrito ‘Para Sempre Te Amarei’ , com pequenos entalhos nas bordas (http://sc01.alicdn.com/kf/HTB1tGO6X4_rK1RkHFqDq6yJAFXaJ/Black-Leather-Cord-Necklace-with-Strong-Magnetic.jpg). Mais uma vez ela aperta o bebê contra seu corpo e então o pousa delicadamente no chão em frente à grande porta. A criança estava envolta de grosso tecido pardo e um gorro de algodão branco que protegia sua cabeça e orelhas. Rachel coloca o colar que estava em seu pescoço na criança que ainda dormia.

– Está na hora de irmos! – Erick segura firmemente a argola de metal com uma das mãos e a choca contra a madeira da porta, fazendo ecoar um grande barulho que desperta o bebê. O homem segura a mão de sua esposa e a direciona de volta à carroça, sendo possível ouvir novamente o choro da criança que estava ao chão. Pouco a pouco o choro se torna mais baixo, até ficar inaudível para seus pais que somem no horizonte.

Erick e Rachel formam um casal de camponeses agricultores. Este casal passou por maus uns bocados devido um grande período de seca. Eles possuíam 4 filhos, sendo a mais nova uma menina de cabelos brancos e olhos claros, muito distinta dos irmãos de olhos castanhos e cabelos negros. Sua família passou muita fome, o que causou a morte lenta de cada um de seus irmãos. A caçula adoeceu fazendo com que seus pais se entregassem ao desespero e fizessem um “pacto” com deus. Eles rezaram à Chauntea, deusa da agricultura, pois acreditam que estejam passando por uma provação divina. Como parte de sua súplica, eles oferecem sua única filha ainda viva como oferenda à deusa da terra, em troca eles anseiam por chuva para que a plantação volte a florescer e não pereçam de fome em suas próprias terras.

Em um milagre divino, ou prova de concordância com a oferenda, em poucas semanas choveu nas terras de Erick e Rachel, livrando-os da morte por inanição, infelizmente tiveram de arcar com suas palavras para evitar que a fúria da deusa caísse sobre seus ombros mais uma vez. Tal como prometido, assim que efetuaram a colheita e a caçula pode recuperar sua saúde, tão logo melhorou já foi levada para a porta do monastério dos Lírios Selvagens, contudo este não era um lugar dedicado à Chauntea, a deusa da colheita, mas sim um templo dedicado à Ilmater, o deus do martírio e da perseverança. Erick e Rachel não sabiam ler ou escrever e a ignorância os levou a crer que a flor na porta indicaria um culto à deusa da agricultura.

A criança nunca mais veria seus pais, e com o passar dos anos nem mesmo se lembraria de suas faces tendo a única lembrança o pingente deixado por Rachel, mas ela não estava sozinha. Ilmater voltou seus olhos para o bebê que chorava à porta de seu monastério e a abençoou designando um Deva chamado Tadriel para lhe acompanhar como guia pelo resto de sua vida, inclusive a influenciando com seus aspectos severos e julgador por meios dos sonhos.

Logo o pequeno bebê de aparência incomum fora batizado de Enya. Passando grande parte de sua vida dentro das paredes do monastério, reclusa do mundo que a cercava do lado de fora. Aprendeu que a morte e a dor estão ligadas intrinsecamente à vida, assim como a fé. Foi ensinada de que somente através do sacrifício que se chega aos ouvidos de seu deus Ilmater. O cilício e o flagelo se tornaram seus companheiros, deixando em sua pele as marcas de sua fé inabalável. Em suas costas estampa-se diversas cicatrizes decorrentes de constante suplício. O sangue que escorre de seu corpo é usado como oferenda aos seus clamores.

O toque divino recebido no dia de seu abandono lhe serviu como benção e maldição, lhe obrigando a viver entre dois mundos, quase no limiar da insanidade. Uma vida cercada de obrigações e responsabilidades, dor e sangue usados como fonte de luz em meio à escuridão. Não se sente dona de seu próprio corpo e por este motivo o consagrou à uma vida de castidade e penitência.

Quando finalmente pode caminhar para fora do templo seu coração de encheu de angústia, se compadecendo ainda mais com a dor daqueles que realmente sofriam com a violência, a fome e a miséria, não só físicas, mas também a miséria da alma de pessoas de corpos vazios.