(D&D 5e) - Halt & Rufian

Halt já foi um órfão, abandonado ainda criança às portas de um convento em Tethyr. Foi lá que, sob os cuidados de clérigos e acólitos, viveu por cerca de doze anos. Halt era um garoto teimoso e recluso, do tipo que não mede esforços para provar que esta certo. Era comum que se metesse em brigas com outras crianças, onde constantemente era repreendido pela doutrina pacífica dos clérigos de Ilmater. Halt tinha sua própria opinião sobre tudo, e repetidamente entrava em conflito com os preceitos sagrados de seus cuidadores. Nos jardins do convento, Halt passava seu tempo contemplando os pássaros, admirado pela simplicidade e crueza da vida. Em meio aos muitos mistérios que permeavam os aspectos vitais daquelas criaturas, Halt nutria uma curiosidade sem igual por um em específico. Os clérigos lhe ensinavam que, após a morte, seriamos enviados para o reino dos deuses. Entretanto, nenhum deles era capaz de provar isso. Quando questionados, a resposta era sempre a mesma: “tenha fé…”. Isso era desconcertante para Halt. Ele buscava algo mais palpável, algo que sanasse sua curiosidade. Aquele jardim era exatamente isso, uma forma de se conectar com o ciclo natural da vida. Sem deuses, sem fé, apenas vida. Com o tempo, Halt se tornava cada vez mais curioso sobre os ciclos da vida e da morte. Curioso ao ponto de dissecar alguns pequenos animais, e não demorou para que alguém o descobrisse. Era um menino mais novo, chamado Rufian. Halt o conhecia, era o preferido dos acólitos. Um chorão que aceitava tudo que fosse colocado por cima dele. Era bem a cara daqueles clérigos. Entretanto, naquele momento, Rufian não chorou. Ele parecia entender, de alguma forma, o que estava acontecendo e, de alguma forma, Halt se sentia confortável para explicar. A partir dali, os dois se tornariam irmãos.

Era uma manhã ensolarada e o convento estava agitado. Não era comum que recebessem visitantes tão ilustres quanto aquele. Donaghy, um mago famoso, entrava pelos portões da frente. Sua chegada foi recepcionada pelos acólitos, e alguns minutos de conversa foram trocados na sala do diretor. Ao sair, foi recebido pela curiosidade das crianças no pátio, com as quais decidiu gastar um tempo contando boas histórias e surpreendendo-as com truques simples de magia. Donaghy era um homem bom, e muito amigo do diretor do convento. Ambos já haviam viajado juntos, sofrido e se alegrado com a companhia um do outro, e ambos estavam cansados e desgastados demais daquela vida de aventura. Donaghy buscava por pupilos, jovens mentes capazes de dar continuidade à sua pesquisa. Quando apresentado aos órfãos do convento, duas crianças em especial chamaram sua atenção. Um deles, Halt, dotado de curiosidade sem limites, indagava sobre questões que soavam inocentes em sua voz pequena, mas que na verdade, eram mistérios que nem mesmo o mago teria as respostas. Todavia, ainda sim o mago o advertia sob a natureza de suas dúvidas, alertando que a busca das respostas deveria ser feita com muita cautela, pois um passo errado poderia resultar em abominações à vida. Halt não entendeu plenamente os conselhos do mago, mas fez questão de lembrar disso pelo resto da sua vida. O outro, Rufian, agia como se soubesse muito, buscando explicações óbvias e formas de provar que os truques do mago não eram magia. Entretanto, por trás de sua pressa na busca por explicações, Rufian se via fascinado pelo funcionamento daqueles “truques”. Com o tempo, os três passariam a discutir entre si., e não demorou muito para que o mago recebesse o aval da retirada dos garotos. A partir dali, os dois se tornariam magos.

Foram longos anos de viagens, pesquisas e treino. Halt, havia focado-se no estudo da morte, da vida e dos mortos vivos. Cada vez mais entendendo os motivos por trás dos alertas que recebera anos atrás. Aquela magia era infame e poderosa, seria fácil inebriar-se com a sensação de poder e, com isso, aprendera a conter sua curiosidade. Halt não era um tolo, longe disso, ele entendia todo o mal que aquela magia poderia causar e faria o impossível para impedir que usassem-na para propósitos nefastos. Já Rufian, havia mergulhado no estudo dos inúmeros planos que compunham o multiverso. Suas criaturas e perigos traziam consigo um misto de fascínio e horror para o mago. Dentre as que tomavam seu interesse, Rufian buscava por um tipo específico: as advindas dos Reinos Distantes. Aberrações alienígenas e monstruosidades que ousavam distorcer a noção imposta pela criação. Ameaças incompreensíveis, insondáveis, vindas de universos aquém da Grande Roda e que, por vezes, davam às caras no Plano Material. O mago temia por um dia ter de se encontrar com uma dessas abominações, mas exatamente por isso desejava entendê-las. Ele havia crescido e, com isso, abandonado as noções limitantes que aprendera no convento de Ilmater. Rufian não mais chorava pelos outros, e sim lutava por eles. Inspirado pelo colega, Halt seguia por um caminho semelhante.

Era sua ultima lição. Não havia se passado mais de uma semana desde que Donaghy os havia designado até uma floresta próxima em busca de algumas ervas mágicas. Não era uma missão simples, a floresta possuía uma ligação forte com Faéria e, vez ou outra, os magos eram atormentados por fadas travessas. Fora que, as ervas só podiam ser encontradas nas profundezas escuras da floresta, onde eram protegidas por um poderoso Ente. Mas mesmo sob a ameaça de um inimigo maior, a dupla haveria de aprender a contornar a diferença de poder através de astúcia e estratégia. Unindo-se para traçar um plano que viria a abrir uma brecha na guarda do poderoso guardião. Aquela missão fora, de longe, a mais satisfatória para os jovens magos. Satisfação essa que seria quebrada após receberem a terrível noticia. Seu Mentor havia sido assassinado em sua torre de estudo. Chocados, Halt e Rufian investigaram a cena do crime por semanas. Até que, em dado momento, encontraram um compartimento secreto dentro das escadarias da torre. Lá residiam inúmeras pesquisas e estudos sobre a história do mundo, sobre o antigo império gigante, sobre suas guerras contra os dragões, e principalmente sobre a magia rúnica usada por eles. Sem muitas opções, Halt e Rufian optaram por dar continuidade à pesquisa deixada por seu mentor, com o intuito de honrar sua imagem e, um dia talvez, descobrir a identidade do homem que matou seu mestre. A partir dali, os dois se tornariam aventureiros.

Classe de Halt: Mago da escola de Necromancia.

Raça de Halt: Humano Variante.

Atributos de Halt:
For: 8
Des: 14
Con: 14
Int: 18
Sab: 12
Car: 10

Classe de Rufian: Mago de escola de Conjuração

Raça de Rufian: Humano Variante

Atributos de Rufian:
For: 10
Des: 14
Con: 10
Int: 16
Sab: 12
Car: 14

Aparência de Halt:
Cabelos: curto e escuro
Olhos: castanhos
Barba: rala e descuidada
Altura: 1,72 m
Peso: 62 kg
Idade: 24 anos
Sexo: Masculino

Aparência de Rufian:
Cabelo: curto e castanho
Olhos: azuis
Barba: cavanhaque
Altura: 1,78 m
Peso: 64 kg
Idade: 22 anos
Sexo: Masculino

Halt.json (122.9 KB)