[Capítulo 0] - Galeria dos loucos

Icewind Dale.

Para muitos, um nome que nada significava; para alguns, um local à se evitar e, para poucos, um último refúgio. Não há alma no norte que não tivesse ouvido falar do local inóspito, situado além da Espinha do Mundo, aninhado em uma grande bacia de gelo onde o vento cortante e feras terríveis formavam uma mistura formidável contra a sobrevivência. No entanto, para desafiar essa noção, algumas pessoas teimavam em prosperar nessa região remota…

Os Uthgardt, tribos bárbaras, com linhagens mais antigas que o sal da terra, povoam as tundras do Vale como nômades, caçando ferozes caribus, travando batalhas contra os yetis e entre si…

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Os pioneiros das Dez Cidades, pessoas de todos os reinos que foram enxotadas de seus lares por não se encaixarem no status quo, agora trabalhavam para transformar aquele lugar esquecido pelos deuses em um lar…

Os anões do clã Battlehammer, uma linhagem nobre que uma vez deteve fortalezas e exércitos enormes; agora reduzida a algumas centenas de anões duros e isolacionistas, querendo pouco com o mundo de fora.

Três facções que não possuem outro canto nos Reinos para chamarem de lar, e agora dividiam a terra inóspita entre si.
Três facções…que podem receber aqueles que querem algo em Icewind Dale…Caso consigam chegar até lá, claro.

E é aí, que nossa história começa.

Vocês estão na famosa caravana de Salim Alib, o Calinshita Louco, como era chamado. Sendo um mestre de caravanas desde sua mocidade, Salim Alib viu na arriscada travessia para o Vale uma chance ímpar de lucrar com seu trabalho; trocar com o povo das Dez Cidades. Um lugar que nada tem, muita demanda há, principalmente vinda de habitantes abastados que foram forçados a fugir de seus lares e a viver de forma frugal. Portanto, Salim Alib comerciava vinhos, tapeçarias, perfumes, azeite, óleos, especiarias…tudo que era impossível de se adquirir no vale. Em troca, recebia quantias exorbitantes, que financiaram sua comitiva e transformaram a sua marca em um grande empório. Além disso, trouxe para o sul (o norte era o sul para Icewind Dale) a arte do marfim esculpido, que era feito à partir do marfim que se situava na cabeça de um peixe típico da região (aptamente chamado de Cabeçudinho). Enfim…Era um homem muito rico.

No entanto, era também muito velho. Essa seria sua última travessia, e deu na telha dele levar toda a sua família para celebrar este acontecimento histórico. A caravana, que vinha da distante Calinsham e percorria diversos reinos pelo caminho, começou enorme; muitos queriam se aproveitar da notoriedade e segurança que era percorrer o caminho com Salim Alib. No entanto, com o passar do tempo, as carroças iam se separando, percorrendo regiões diferentes dos reinos, enquanto Salim seguia inexoravelmente ao norte. Pessoas iam e vinham com cada cidade que passavam, e dentre elas haviam…

… Uma jovem elfa que, no decorrer da viagem, subitamente surgiu da floresta, em uma região em que todos sabiam não existir um assentamento civilizado se quer…

… Um elfo, também jovem, que havia pulado cedo na caravana e parecia ter toda a cara de alguém que se encaixaria perfeitamente em Icewind Dale…

… Uma humana, de tez negra diferente dos calinshitas, típica de habitantes das selvas de Chultan, que havia sido atraída para a aglomeração de pessoas como mariposa ao fogo…

… E um jovem mago humano que exalava nobreza. Este era recém chegado, pois havia vindo da cidade de Luskan, o último grande assentamento antes de chegarem na travessia.

Estavam agora à caminho do pequeno feudo de Auckney, um vilarejo pesqueiro que era parada certa de Salim Alib em suas expedições. Era a última parada para estocar suprimentos antes da travessia.
A caravana, antes enorme e cheia de energia, agora era soturna, sóbria e seleta; todos sabiam que a hora boa já havia passado, e só restavam ali pessoas que tinham afazeres em Icewind Dale. Os guardas estavam mais alertas que o normal, as conversas agora eram sussurros…As piadas eram espaças, dando lugar a histórias sinistras do que o esperavam.

Depois de uma jornada exaustiva de aproximadamente 900km acampando nos ermos (a última cidade foi Luskan), Salim deu a ordem de parada para a caravana. Todos estranharam, pois faltava pouco para chegarem a Auckney, mas então descobriram que o motivo da parada foi o fato de sua esposa mais jovem, que estava grávida, não estar passando muito bem. Tiveram que se contentar, então, em montar acampamento, arrefecendo a esperança de encontrarem uma taverna e camas macias esta noite.

O acampamento foi montado com a eficiência daqueles que faziam isso a vida inteira todos os dias de sua existência. Em um minuto, havia grama fria e colinas. No outro, tendas haviam sido levantadas e fogueiras convidativas eram atiçadas. Vocês, depois de seus respectivos afazeres, podiam caminhar livremente pelo acampamento, e visitar qualquer um dos seus pontos de interesse:

=> Tenda de Salim Alib;
=> Fogueira central, onde a comida estava sendo servida e a maioria dos viajantes se aglomerava;
=> Pasto dos cavalos, que eram cuidados pelos servos;
=> Tenda dos soldados de Silverymoon, com uma carroça-prisão atrelada, onde quatro prisioneiros se aglutinavam para suportar o frio;
=> Locais fortemente protegidos, como o estoque de provisões e itens de comércio com o Vale. (este local seria difícil de caminhar livremente)

O que farão?

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Aul’ Tel, um Elfo que aparentava ter sido um ladrão ou assassino fora do vale, com uma roupa totalmente preta que parecia ter sido feita por humanos, uma armadura de couro feita por elfos, um lenço vermelho no pescoço, um pano amarrado na testa e uma capa élfica vermelha escura onde ele tirava uma adaga atras da outra e às afiava em uma pedra de amolar que ele tinha tirado de sua bolsa, ele ficou ali encostado em uma pedra perto da fogueira afiando suas laminas uma por uma com cuidado enquanto o tempo passava.

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Não sentia o frio ou a fome incomodar naquele momento, no entanto Argila compreendeu perfeitamente o motivo da parada. Mais do que isso, queria participar desta etapa tão divina que é a gestação de um mamífero. Sem qualquer receio, adentrou a tenda do comerciante e comprimentou à todos, um a um.
— Meu nome é Argila. Sei uma coisa ou duas sobre curas medicinais. Ficaria feliz em ajudar - E com um inocente sorriso, Argila direciona sua palavras para a paciente grávida.

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Ardan parece já bem acostumado com o frio, veste uma grande capa grossa de pele de Urso Coruja que cobrem suas vestes, porém mais parece que é para disfarçar suas vestes do que aquecer realmente, seu olhar desde que saiu de Luskan se perde no vasto céu procurando algo, mas logo é chamado a atenção a terra novamente pela coruja das neves que lhe bica a orelha. Ardan olha para a coruja carinhosamente diz - Obrigado Nimüe! - e sussurra algo em sua orelha e a mesma sai voando. Olha para os homens na fogueira, mas se detêm por um instante, olha para o acampamento como um todo, curioso, nem tinha reparado como ele foi levantado rápido, seu olhar foca para os prisioneiros, enquanto se aproxima de sua jaula, os archotes que a cercam se fomentam com sua presença. Vira para um soldado que terminava de montar o acampamento e pergunta: - Well met! Vejo que é de Silverymoon! Por que levam esses homens ao norte?

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Entediada pela parada e cada vez mais curiosa e ansiosa pela retomada da viagem, a alegre Ai se encontra em um dilema. Antes ela conseguia executar sua tão animada personalidade com maestria por ser outros ares, porém agora, onde muitos olhares se tornaram sombrios e piadas se tornaram quietude ou histórias horripilantes, a elfa loira não tinha muitas opções que a agradavam. Presa, no que ela decidiu menos pior, entre talvez conversar com um elfo que julgou recluso e participar da refeição com gentes duras que não aparentavam ser muito receptivas.
Ela caminhava até ele vestida em seu tradicional e simples kimono élfico florido com uma cinta de ceda, que tanto segurava suas roupas quanto servia de suporte para a yari (lança) em suas costas, e uma sandália com meias que não combinavam muito com nenhuma região dos ermos, porém ela demonstrara toda a destreza de sua raça ao deixar sua roupa impecável mesmo em tais condições.
Se aproximando saltitante por algumas pedras que ali haviam demonstrando seu equilíbrio, Ai para em sua frente no término de uma cambalhota.
~Oi! Acho que não nos falamos antes, meu nome é Ai. Qual é o seu? Você gosta de facas? ~ Com uma atitude típica de uma criança curiosa e animada a elfa, que aparenta muito ser uma High Elf solar, tenta com toda sua alegria começar uma conversa.

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=== Aul’Tel e Ai (@Alan_Santos e @Dreaerdor1_xD_2) ===

A grande fogueira principal do acampamento funcionava com um sol, onde as fogueiras menores orbitavam ao redor com suas pequenas luzes bruxuleantes. Em cada pequena fogueira, um grupo de pessoas se aninhava, cozinhando seus jantares e conversando. Aqueles que estavam a mais tempo na caravana se lembram da época em que haviam mais pessoas; as noites eram repletas de jogos e clima de taverna. Numerosa e protegida como estava, era quase tão segura quanto um grande assentamento murado. Agora, que haviam menos pessoas as terras ficavam cada vez mais indomáveis, os turnos de vigia eram mais longos e mais tensos. Onde antes haviam dezenas de fogueiras, agora restaram somente 5; as conversas eram baixas e acanhadas, como se todos temessem quebrar o silêncio. O frio e a perspectiva de perigo deixavam as pessoas tensas e taciturnas; mas não a Ai, que saltita até a direção do elfo, que estava sozinho afiando suas lâminas.

(Percepção Passiva Aul’thel @Dreaerdor1_xD_2) Além de notar a aproximação da pequena elfa, você nota também que estava sendo observado pelas pessoas de uma outra fogueira próxima. Os guardas de Silverymoon faziam um mal trabalho de fingir que não o viam, enquanto o líder deles, chamado Ruenir Feanon, o fitava sem a menor dissimulação. Você sabe que eles o observavam desde que entraram na comitiva.

=== Argila (@thallesbraga) ===

Os guardas da tenda, que já a conheciam, permitiram sua entrada sem problemas. Os aposentos do Pasha Salim Alib possuíam o máximo de ostentação que alguém muito rico se atrevia a levar em viagens longas. Ao entrar, a primeira coisa que você percebe é o cheiro de essências pesadas de narguilé; você consegue identificar o cheiro de almíscar, canela e, estranhamente, um pouco de estrume. O próprio Salim Alib estava no centro da tenda, cercado por almofadas de ricos tecidos de linho e seda; eram bordados à mão, e você tem a ligeira impressão de que somente aquele conjunto de almofadas, se vendidas às pessoas certas, eram capazes de sustentar um pequeno vilarejo durante dois meses com fartura. A riqueza, no entanto, estavam também nos biombos, tapetes, cortinas…Tudo tingido em diversas cores vibrantes. O velho sorri ao te ver e você nota não menos do que 5 dentes de ouro; gesticula na sua direção para que se aproximasse e sentasse junto com ele. No harém, você podia observar a jovem esposa grávida, deitada e sendo atendida pelas outras esposas e aias.

(Conhecimento básico de Medicina) Qualquer com um pouco de bom senso sabe que não é boa ideia fumar perto de mulheres grávidas

thallesbraga:

— Meu nome é Argila. Sei uma coisa ou duas sobre curas medicinais. Ficaria feliz em ajudar - E com um inocente sorriso, Argila direciona sua palavras para a paciente grávida.

– Olá olá, querida Argila! Vamos sente-se e sirva-se! Diz, gesticulando para uma bandeja de damascos e o narguilé, convidando-a a fumar na outra extremidade do aparato. Para chegar na esposa, teria que passar pelo anfitrião, que estava no caminho – O que pode fazer por minha querida esposa?

=== Ardan (@Gensai) ===

O exterior da tenda dos guardas de Silverymoon não eram como a maioria das pessoas esperaria; era uma tenda comum, até espartana, mas feita de tecido resistente e isolante ao frio. Ao lado da entrada, o estandarte de Silverymoon estava orgulhosamente exibido em um poste fincado ao chão. Atrelado ao poste, uma corrente pesada se estendia até uma carroça aberta e cercada de barras; dentro dela, quatro humanos maltrapilhos e mal vestidos se amontoavam para espantar o frio. Apoiado no estandarte, com ar de entediado, há uma elfa de cabelos negros e usando uma cota de malha e uma tabarda com a mesma heráldica exibida no poste. Ela imediatamente entra em alerta ao ver se aproximando, e coloca a mão no cabo da espada. Não era necessariamente uma ameça, mas era um constatação de que estava pronto para utilizar a arma, se fosse necessário.

– Olá, viajante humano. Infelizmente não posso revelar detalhes de nossa missão à estrangeiros. A elfa diz, de forma imperiosa. (Role Persuação, Blefar ou Intimidação, e interprete a perícia social que deseja usar para conseguir essa informação)

(Percepção passiva: À primeira vista, ela de fato parecia uma elfa; no entanto, você nota detalhes em seu rosto que denunciavam seu sangue mestiço com humanos. Era uma meio-elfa.

Estandarte de Silverymoon
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Aul’ Tel ciente das incessantes vigilância dos guardas estava sempre em guarda, porém quando aquela pequena elfa veio saltitante em sua direção e alegre ele deixou um pouco aquele ar de estar pronto pra matar para traz e guarda sua ultima adaga na parte de traz das costas e se levanta suavemente, limpa-se e curva-se de forma cortês e diz __Muito Prrazer, Ai, Yo me chamo Aul’ Tel (para quem entende Élfico sabe que isso vem de um Dialeto muito Arcaico Élfico quase extinto que significa no meio, ou só no), eu non dirria que realmente gosto de facas porrém estando em terras perrigossas como essas é precisso estarr preparado para tudo, non estou certo? e o que uma jovem bela como a senhorrita faz em um lugarr como este?

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Obrigada, senhor Alib - Argila sorri e balança a cabeça em negação - Ouvi que a mãe não sentia-se bem - caminha até às mulheres, fazendo um cumprimento sutil com a cabeça para Salim. Pára a uma distância respeitosa da comoção e acena para as aias em um momento oportuno - Eu adoraria ajudá-las. Como se sente, Mãe?

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Com a forma com que o elfo agiu, Ai ficou um pouco surpresa. Claramente não esperando ser tratada de forma tão educada e cortês. ~Nhaa!! Por favor não seja tão cortês! Desu ~ diz constrangida deixando escapulir uma palavra inusitada no final da frase e tampando a boca em sequência com uma das mãos.
~ Ah… UHM… eto… Seu jeito de falar é engraçado! E seu nome também é um pouco estranho. ~ um pouco constrangida tenta mudar de assunto rapidamente e para um pouco com a mão esquerda no queixo, pensativa.
~ Se for um pouco complicado falar comum podemos falar em élfico! É bem mais simples nér? ~ dando um sorriso ingênuo ela continua ~ Ah! E-e obrigada… Desu ~
~E eu estou aqui nesse fim de mundo para buscar o meu destino! Desu ~ exalando ar pelas narinas e colocando as mão na cintura em uma pose “heroica”. Falhando em perceber que falara a mesma palavra inusitada da última vez. ~ E você? Tipo aproveitando que estou aqui, papai e mamãe, me disseram pra melhorar meu treinamento e talz. E eu até que gosto de treinar. Mas-mas e você por que veio pra uma terra que o glorioso Corellon esqueceu? ~ Animadamente ela começa a dizer coisas a mais e para quando percebe um pouco que está exagerando. Sendo que essas duas frases ela falou em élfico, percebe-se um certo relaxamento em sobre suas palavras.

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Percebendo o constrangimento da pequena élfa, Aul’ Tel então diz: Agrradeço, é que yo falo comum a pouco mais de 7 anos, meus pais non falavam comum. Então ele muda seu tom de voz um pouco ficando um pouco mais grosso e então começa a falar em élfico:Eu estou aqui para caçar meus 4 irmãos quem assassinaram meus pais e armaram para que eu fosse visto na vila como um assassino. Então ele levanta vagarosamente sua camisa e mostra 4 Tatuagens de Adagas em sua barriga e nelas escritas, Mor’tel, Ain’Tel, Mirmin e Arin’Tel, uma tradução breve das palavras a baixo é Na Morte, Na Vida, Magia e No Além Respectivamente.Eu percebo também desde que cheguei aqui que aqueles guardas estão me vigiando incessantemente de forma descarada, talvez seja pelas adagas não sei. Então ele cobre de novo a barriga. Então ele estende a mão para cumprimentá-la e diz: Esperro que possamos trrabalhar juntos algum dia você me parrece muito legal, me lembra uma de minhas companherras de trreinamento, ela também falava como você, erra a única aluna no monastérrio que me trratava bem.

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Perdão pela minha falta de modos meu nome é Ardan! Fico feliz em saber que em algum lugar de Faerün soldados mantem sua ética, Luruar parece estar em boas mãos. Mas poderia me dar outra informação… é verdade… é verdade que em Silverymoon existe uma ponte magia, veja nunca viajei muito para outros lugares, salvo pelos livros, inclusive já li muito sobre Silverymoon, que tem arvores que servem como prédios, já li tbm sobre a coragem dos guardas prateados e que até possuem uma guarda mágica, tudo isso é verdade mesmo? Grandes viagens podem ser cruzadas em páginas de livro. (Enquanto isso vou observando e analisando os modos deles, se há sujeira de suas botas que condizem com o tempo de viagem de Silverymoon, em comparação ao tempo que entraram na caravana, se falam como soldados, se noto algum sotaque, se é comum ter meio elfos em cargos militares para Silverymoon, olho para os prisioneiros, em busca de feridas de grilhões se já estão em carne viva devido grande tempo em contato com metal, se tiver alguma palma de mão a mostra, se tem calos de trabalhador, se parecem ladrões, cicatrizes membros faltando, a fadiga dos animais deles).

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@Gensai d20 [11] + 5 = 16

=== Argila (@thallesbraga) ===

Seu caminho é barrado por um brutamontes, que guardava a entrada do harém. Quase dois metros de altura, vestido com uma cota de malha de boa qualidade e adornada no estilo de Calinshan, você nota um homem com mais do que um pouco de sangue orc. Sua pele bronzeada era tingida de um verde rajado, dando a ele uma aparência camuflada. O meio-orc portava uma alabarada que carregava com fácil desenvoltura, como se aquilo fosse um brinquedo e não um instrumento mortal. Ele te encara com a animosidade típica da raça, e então olha na direção de Salim.

O Pasha dá um aceno leve, quase imperceptível – Hoho. Deixe-a entrar, Jaffa. Diz, enquanto reacendia o narguilé com uma nova essência recém trazida por um servo, em uma bandeja de prata. Logo, a tenda inteira se enche com o cheiro de menta (Percepção Passiva: Você consegue notar um breve, porém contundente franzir de cenho no rosto de Jaffa, quando o narguilé é aceso novamente.)

O meio-orc abre espaço para que você entrasse, muito à contra gosto, murmurando em uma voz gutural – Sem gracinhas…

O harém era uma extensão natural da tenda principal. Toda a riqueza que você viu na tenda, podia ver reproduzida naquele local; a única diferença eram as seis mulheres que estavam ali. Todas elas estavam em diferentes estágios da vida, vestindo roupas típicas de Calinsham porém bem agasalhadas com peles de urso para enfrentar o frio da região.

Você é conduzida pela esposa mais velha até a gestante e, para sua surpresa, ela era extremamente jovem, com idade suficiente para ser neta do Pasha. Ela estava reclinada, apoiada em almofadas, enquanto dois escravos a abanavam com grandes penas de algum animal desconhecido. Outro escravo estava por perto, portanto uma bandeja de frutas e refrescos.

A jovem suspira, e você nota nela um grande esforço em não demonstrar algum desconforto interno – Me chame de Delilah… Ainda não me acostumei com o título de mãe. Fala, com enfado. – Meu bom marido se preocupa demais comigo; eu já disse que estou bem, não passa de um enjoo passageiro.

A mulher mais velha, que você deduz ser a primeira esposa do Pasha, olha para a jovem com severidade e diz – Criança, o Pasha está preocupado não só com você, e sim com o bebê; é o primeiro e único filho que ele conseguiu gerar em todos os anos de sua vida. Diz, e você nota um certo azedume nas palavras da primeira esposa

(Argila, role Medicina)

=== Aul’Tel e Ai (@Alan_Santos e @Dreaerdor1_xD_2) ===

Aul’tel nota que, com o início da conversa entre ele e Ai, deixou de estar sob os escrutínios de Feanon e os soldados de Silverymoon. Vocês notam alguns guardas da caravana saindo de suas tendas, se espreguiçando; provavelmente eram os homens que iriam render os guardas que estavam prestes a voltar de seu turno de vigia. Esses pobres coitados iriam ficar acordados durante boa parte da noite, enquanto a maioria do acampamento estaria dormindo. Eles se espalham pelas fogueiras, conversando e jantando, esperando o retorno de seus colegas que circundavam o acampamento. Vocês podem continuar a sua conversa sem interrupções

=== Ardan (@Gensai) ===

Você nota a meio-elfa se eriçar de orgulho, enquanto você recitava suas perguntas em sucessão. Quanto a isto, ela parecia mais do que disposta a dividir com você – Silverymoon não é chamada de a Jóia do Norte sem motivo; sua beleza é inigualável, e seus soldados são os mais bravos e bem preparados em toda Marchas Prateadas. Ela ergue o queixo, como se o desafiasse a dizer o contrário – A “ponte mágica” a que você se refere é a Ponte da Lua… Seus olhos pareciam distantes e saudosos, enquanto ela descrevia a estrutura – Ela liga a Cidade Norte e a Cidade Sul, por cima do rio Rauvin, que divide Silverymoon ao meio. É muito difícil de explicar sem ter visto… A melhor descrição que eu posso dar, é um arco luminoso feito das coisas que fazem a lua. A meio-elfa franze o cenho, se complicando no linguajar comum.

Enquanto isso, seus olhos argutos percorrem sorrateiramente em todas as direções, analisando as informações com a facilidade analítica de alguém cujo ofício era observar e aprender. As botas estão devidamente sujas, como qualquer um daquele acampamento; não é possível determinar de onde vieram por elas, a não ser que você fosse alguém treinado a obter esse tipo de informação (Treinamento em Sobrevivência).

O sotaque dela é carregado, como alguém desacostumado a falar a língua comum.

A meio-elfa definitivamente se porta como um verdadeiro soldado e, além disso, ela parecia ser uma patriota ferrenha.

Você sabe que Silverymoon é uma cidade aberta para todos os povos livres, e em suas fileiras haviam não só elfos, como meio elfos e humanos que se mostrassem alinhados aos desígnios bondosos do reino. Inclusive, é de conhecimento comum que o líder da Ordem dos Cavaleiros de Prata era um humano, de nome Sernius Alathar.

O que você consegue definir sobre os prisioneiros era o fato de que estavam vestido com roupas de algodão já bastante sujas e puídas. Eles estavam no centro da carroça-prisão, envoltos em cobertores que não pareciam aptos à espantar o frio. Eram quatro homens, de idade que poderia ser de 20 a 40 anos. Para obter mais detalhes, você teria que chegar mais perto, pois a penumbra escondia muito e seus olhos humanos não conseguiam trespassar a escuridão.

Os animais estavam pastando em outra área do acampamento, junto com o restante dos animais que compunham a caravana. Você sabia que o pasto era responsabilidade dos servos de Salim Alib; mais especificamente, seus filhos e filhas, em grande parte adolescentes ou crianças, que não podiam ajudar em tarefas mais extenuantes.

A Ponte da Lua

Demonstrando uma expressão de choque no olhar e arregalando seus olhos ela balbucia um “Que Horror.” quase inaudíveis para pessoas comuns e atentamente observa a tatuagem com um certo interesse em seu olhar sério e determinado, porém não diz nada.

Soltando um risinho inteligente ela olha para o corpo do elfo de cima a baixo e diz: ~Hehe! Acho que não foi só por elas…~ fazendo uma cara fofa e ao mesmo tempo sapeca como um gato que acabara de descobrir algo extremamente divertido, ela continua. ~Talvez seja por que viram algo em você que seja interessante, tipo seus olhos! Eles são legais… ~ Divertidamente, Ai se move em volta dele como se estivesse fazendo uma analise de estilista em seu modelo.

Parando um momento em sua brincadeira ela se endireita e pega na mão de Aul’Tel ~Mas é claro! Será um dia muito divertido! Desu ~ Com um sorriso acolhedor e genuinamente alegre ela balança as mãos interligadas com entusiasmo.

Soltando as mãos e colocando em seu queixo em uma faceta pensativa ela diz: ~Ah-Ah. Essa é um pouco nova para mim… Uhm… mas tenho certeza que mesmo com suas dificuldades ela fez da sua vida um infer-uma coisa feliz, hehe.~ com um sorriso contido ela termina a frase e logo em seguida muda sua expressão pra uma careta divertida mostrando a língua.

Em sequência, com movimentos precisos, ela se ajeita se encostando na pedra ao sentar de frente para a fogueira. Com um olhar ao fogo pensativa ela fala em um tom alegre por fora, mas um tanto melancólico em seu cerne. ~Saabe… Eu venho de um lugar bem distante… É bem legal e talz, mas eu nunca saí do dojo. Era só treino desde que consegui pela primeira vez entender meus pais e isso foi com 2 anos! ~ atenta ao crepitar da fogueira ela continua. ~As partes mais divertidas sempre foram quando eu conseguia enganar meus pais e fugir um pouco de onde eu treinava e brincar com outros alunos, porém era impossível enganar os anciões guardiões. Eles são extremamente fortes! ~ diz ela com ampla exclamação e soltando um riso alto, pelo ato. ~Então não sei muito bem o que tem aqui fora, só li um pouco de histórias e me foi contado algumas também. E não sei exatamente pra onde ir ou por onde começar nesse mar de gelo. ~ Com um suspiro baixo e com o queixo apoiado em seus joelhos, ela olha para o lado, agora com um lado das bochechas apoiada e exclama. ~ Mas eu estou feliz! Pelo menos eu vou poder chutar bundas macias ao invés de sacos de areia, hehe! ~ Com um sorriso que a fez voltar ao seu estado normal de animação ela se espreguiça dando um gemido de satisfação.

~Estou entediada! Vamos brincar um pouco? Desu~ Levantando, ela diz, entusiasmada, apontando para lança em suas costas. Esta arma não tinha nada de mais, nenhum ornamento ou enfeite, sua forma chamava um pouco de atenção apenas por ter um formato de cruz na parte da lâmina que não se vê em lanças comuns, no mais, também parecia ser feita toda de prata ou mithril, mas se analisasse de perto era apenas um aço prateado bem polido.

Magari Yari (Lança)

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Aul’tel acompanha e senta-se ao lado de Ai, e a ouve atentamente tudo que ela diz:

Quando Ai Fala isso Aul’tel coloca a mão sob a cabeça delacomo um sinal de carinho, e diz Non se prreocupe eu lhe acompanharei em vossa jorrnada e te mostrrarrei oq tem por vir Aul’Tel estava convencido que, a partir de agora ele tinha que proteger essa garotinha, mesmo que ela não aparente necessitar de ajuda.

Vejamos o que você pode fazerr. E então Aul’tel se levanta e estende a mão para ajudar Ai a se levantar.

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Teste de Medicina
@npc roll 1d20+5

@thallesbraga d20 [6] + 5 = 11

— Espero um dia conhecer Silverymoon, mesmo agora indo pra mais distante dela, se um dia for, te procuro por lá, qual seu nome?(aguardo a resposta do nome e vou me aproximo da cela curioso, com a cabeça distendida pra frente como que forçando a visão para ver melhor enquanto os archetes ficam um pouco mais fortes) — Quando presos, não parecem tão perigosos assim para Criminosos! (investigo melhor os prisioneiros)

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=== Aul’Tel e Ai (@Alan_Santos e @Dreaerdor1_xD_2) ===

Ambos os combatentes se colocam em lados opostos de um ringue imaginário, sacando suas respectivas armas e se pondo em prontidão de combate. O sparring que se segue é mais parecido com uma dança do que uma luta; ambos eram favorecidos por grande agilidade, confiando mais na telemetria de seus ataques do que em pura força muscular. A monja, pequena e suave, adejava pelo campo de batalha como uma fada, sua lança descrevendo arcos ao seu redor que seriam considerado perigosos, caso ela não soubesse exatamente o que estava fazendo. O mateiro, com suas adagas duplas, era preciso e pontual com seus ataques, que podiam ser letais se assim quisesse, o metal brilhante de suas lâminas serpenteando no ar em uníssono. As armas de ambos se chocavam com frequência enquanto desempenhavam sua dança, criando fagulhas, refletindo as fogueiras ao seu redor. Apesar da desenvoltura, tanto a monja, quanto o mateiro eram claramente iniciantes no seu ofício…Mas compensavam sua falta de experiência com vigor e juventude.

No final, vocês arfavam pesadamente com o esforço, e fazem uma contagem mental de todas as vezes que as lâminas chatas haviam se conectado no adversário; 5 vezes para cada um. Um empate. Um silêncio cansado começa a se permear entre vocês dois, quando então ele é quebrado pelo som de aplausos de uma única pessoa. Ao seguir o som, vocês notam dois guardas da caravana sentados à fogueira de vocês, de pernas cruzadas e em posição de platéia. Um deles, um rapaz bonito e jovial batia palmas com certo entusiasmo, enquanto o seu colega ao lado estava de cabeça baixa, o cabelo longo cobrindo o rosto tímido

(Rapaz Jovial) – Nada mal, nada mal! Uma bela exibição. Não sei nem porque contratam zé ruelas como a gente para proteger a caravana, se tem combatentes como vocês. Acho que podemos dormir e esquecer esse lance de fazer a ronda, não acha Trevor? Diz, enquanto olhava para o companheiro tímido, ao lado

(Rapaz Tímido) – N-Não liguem para o-o i-i-idiota do Marcus. Diz o jovem tímido de de cabelos longos. Mais do que tímido, ele parecia ser realmente gago – E-Eu assei al-al-alguns espetinhos na g-grelha. E então, vocês notam que, enquanto lutavam, eles haviam montado uma grelha na fogueira de vocês e começaram a assar alguns espetinhos em cima dela; havia de carne, e de legumes. O cheiro era muito bom – E-Espe-pe-pero que n-… Ele abre a boca algumas vezes, forçando a palavra entalada na boca a sair

(Marcus) – O que ele está querendo dizer é que não queria atrapalhar o sparring de vocês. Diz, enquanto dava alguns tapinhas no ombro do amigo – Vimos a fogueira se apagando e decidimos fazer algo quanto a isso. Sorri. – Espero que não se importem. Sirvam-se! Diz, enquanto ele mesmo pegava um espetinho.

Vocês notam que os guardas de Silverymoon não estava mais por perto. A fogueira deles, que ainda estava acesa, denotava que eles saíram com muita pressa

=== Argila (@thallesbraga) ===

Você é habilidosa, e sabe o que faz. Seu amor pelas pessoas ao seu redor foi que despertou o desejo de aprender mais sobre elas; e a conseguir ajudá-las da melhor maneira possível. A centelha de uma criança que estava para nascer era algo belo e incrível para um ser que a pouco tempo havia vindo do barro; era luz, era esperança. Era o mais incrível aspecto da humanidade. Tendo isso em mente, você a examina com escrutínio e cuidado, e chega a conclusão de que ela estava passando por uma quantidade moderada de dor; viajar era uma atividade muito extenuante e, para uma grávida, era duplamente cansativo. Felizmente, você não identificou nela nenhum risco de parto prematuro, e chega a conclusão de que ela precisava somente de algum repouso. Você sabe também que ela estava em uma estágio avançado da gravidez, e o bebê poderia vir a qualquer momento.

Algo, no entanto, te chama atenção. A primeira esposa havia dito que esse era o primeiro filho que Salim Alib teria. Tendo em vista a quantidade de mulheres naquele harém, você chega a conclusão de que a probabilidade de somente uma engravidar em todos esses anos era algo extremamente remoto, quiçá virtualmente impossível.

=== Ardan (@Gensai) ===

(Elfa de Silverymoon) Ela parece hesitar um pouco em dar a resposta, mas então dá de ombros de forma indiferente e diz – Se precisa saber, me chamo Lisandra. Então, ao notar que você fazia menção de aproximar, ela franze o cenho e se interpõe entre você e a carroça, uma mão em sinal de pare na sua direção e a outra segurando o cabo da espada. – Não se aproxime dos prisioneiros, eles estão sob a custódia da guarda de Silverymoon. Fala, como se isso já não fosse óbvio. Suas palavras saem com muita rigidez e extrema seriedade.

(Prisioneiro de barba grisalha) Um dos prisioneiros, finalmente notando a altercação entre vocês, se afasta do grupo e se joga nas barras com aparente desespero, segurando-as com firmeza – POR FAVOR MOÇO! Ele grita, com a voz embargada – NÓIS É INOCENTE! AJUDA NÓIS!

(Lisandra) – Cale a boca, verme! A elfa fala com ferocidade, sacando sua espada e batendo com a parte chata em uma das grades. Você ouve o som do ferro se chocando, enquanto o prisioneiro cai no chão da carroça em posição fetal, agarrando uma das mãos e berrando de dor

(Prisioneiro de barba grisalha) – ELA QUEBROU MINHA MÃO! Grita da dar pena – Ó DEUSES, DÓI MUITO!

(Percepção Passiva:) Você nota Lisandra revirando os olhos e suspirando.

(Faça um teste de Intuição e outro de Percepção)

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Aul’tel logo após aquela dança com Ai, se sente novamente no monastério, treinando com sua amiga, isso sabendo que os estilos eram muito diferentes, enquanto Ai Luta corpo-a-corpo com finesse e maestria, sua amiga de infância usava uma besta de mão e adagas que era o principal instrumento da escola.

Logo Depois de perceber a presença dos soldados e ver que eles não estavam ali para nenhum mal, pelo contrario estavam até oferecendo comida, Aul’Tel então respira um pouco guarda suas duas adagas nas costas e diz para Ai Foi una ótima brrincadeirra realmente você é uma mulher incrrivel assim como eu imaginei que serria. Então pela primeira vez Ai vê um sorriso 100% verdadeiro no Rosto dele Vamos comer, já que estão nos oferrecendo serria descorrtes recusarr tal oferta. E então, mais uma vez ele estende a mão para Ai.

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